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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Justiça condena 21 por envolvimento com o PCC em Sumaré

Caso é desfecho da Operação Elmo, de 2021, que investigou ameaças de ataques a forças de segurança

Por João Colosalle

31 de março de 2024, às 08h04 • Última atualização em 01 de abril de 2024, às 08h55

A 1ª Vara Criminal de Sumaré condenou 21 pessoas por envolvimento com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital). O caso é um desfecho da Operação Elmo, investigação realizada em 2021 pelo MP (Ministério Público), como resposta ao risco de atentados contra forças de segurança do município.

A sentença, dada no último dia 19, traz penas de 5 a 8 anos de prisão, em regime fechado, para todos os envolvidos. Foram condenados 17 homens e quatro mulheres pelo crime de integrar organização criminosa. Apenas dois deles confessaram integrar a facção. O restante negou os crimes. Todos ainda podem recorrer da decisão.

Policiais estiveram em condomínio no bairro Nova Veneza onde morava suspeito de ser uma das lideranças do PCC em Sumaré – Foto: Wagner Souza / Futura Press / Estadão Conteúdo_26-10-2021

A investigação do Ministério Público em Sumaré surgiu, na época, após interceptações telefônicas identificarem o risco grave e real de ataques a policiais.

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As ameaças surgiram durante monitoramentos de outra apuração, a Operação Ferrolho, em agosto de 2018, e depois que policiais da Rota frustraram um “tribunal do crime” no bairro Matão, em setembro do mesmo ano. Nas conversas interceptadas, integrantes do PCC ameaçam atacar viaturas da Força Tática, da Polícia Militar.

Na Operação Elmo, foram monitorados os telefones celulares de lideranças locais da facção por seis meses. No período, a apuração interceptou relatos de tráfico de drogas, roubos e assassinatos na cidade.

Os grampos ocorreram entre outubro de 2018 e abril de 2019, e serviram para embasar a acusação apresentada em maio de 2021 pela Promotoria em Sumaré contra 24 integrantes da organização criminosa no município e em cidades vizinhas, como Hortolândia e Monte Mor.

Quando a operação foi deflagrada, em outubro de 2021, parte dos alvos já estava presa. Um deles, porém, considerado a principal liderança identificada na investigação, foi morto pela polícia em um condomínio do bairro Nova Veneza durante a tentativa do cumprimento do mandado de prisão. Ele teria reagido atirando contra policiais militares.

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No processo julgado na última semana, 21 foram condenados. As condenações tiveram como base o teor dos diálogos interceptados pelos investigadores, nos quais se discutiam desde a negociação por drogas até comentários sobre crimes graves, como roubos e homicídios, e o cruzamento de dados sobre a titularidade das linhas.

Apenas dois deles admitiram integrar o PCC. Um deles confessou ser responsável pela cobrança de pessoas que deviam para a facção. Outra acusada, uma mulher, disse que fazia a função de telefonista na organização criminosa, uma espécie de central telefônica. Para isso, segundo depoimento na Justiça, ela recebia uma cesta básica por mês.

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