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Crime da Mega-Sena

Polícia prende suspeito de participar de morte de ganhador da Mega-Sena

Informação foi divulgada pelo governador Rodrigo Garcia, que afirmou que a polícia esclareceu o crime

Por Maria Eduarda Gazzetta, João Colosalle e Cristiani Azanha

17 de setembro de 2022, às 13h34 • Última atualização em 22 de setembro de 2022, às 14h32

A Polícia Civil prendeu um suspeito de participar da morte do ganhador da Mega-Sena, morador de Hortolândia. A informação foi divulgada pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB), no Twitter. Segundo ele, a polícia esclareceu o crime.

O LIBERAL confirmou com uma fonte da investigação que quatro pessoas foram identificadas e que dois veículos foram usados no crime. Dois dos suspeitos identificados são os donos dos veículos.

Jonas tinha 55 anos e chegou a ser socorrido, mas não resistiu – Foto: Reprodução / Facebook

Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, morreu nesta quarta-feira (14) após ser encontrado ferido na alça de acesso da Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) para a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Hortolândia.

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Ele, que ganhou R$ 47 milhões na Mega-Sena, em 2020, teria sido alvo de bandidos que tentaram roubá-lo a partir de transferências bancárias.

Segundo informações do boletim de ocorrência, foram feitos um Pix de R$ 18,6 mil e dois saques de R$ 1 mil a partir de uma conta em uma agência da Caixa em Monte Mor. Também teria havido a tentativa de uma transferência de R$ 3 milhões, que não se concretizou.

Novos detalhes sobre a investigação deverão ser passados no final da tarde deste sábado. Uma coletiva de imprensa foi marcada para às 16h30, na sede da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), em Piracicaba, que apura o caso.

Nesta sexta-feira (16), a Polícia Civil divulgou que a vítima foi arrebatada a cerca de 100 metros de casa. A informação é da delegada Juliana Ricci, titular da 3ª Delegacia de Homicídios da Deic.

Delegada Juliana Ricci falou sobre o andamento das investigações da morte de Jonas Dias – Foto: Marcelo Rocha / Liberal

De acordo com as investigações, na esquina da casa de Jonas foram encontrados chinelo, óculos e boné que ele usava, na manhã de terça-feira.

“Ele (Jonas) estaria caminhando, quando foi rendido, possivelmente por várias pessoas. Não temos como informar, nesse momento, quantos indivíduos participaram e se ocupariam mais de um carro”, afirma a delegada. A Polícia Civil já teve acesso a imagens das imediações do local. 

O exame necroscópico constatou que Jonas morreu em decorrência de traumatismo craniano. Juliana reforçou que a principal hipótese é extorsão mediante sequestro, pois Jonas foi coagido a entregar seu cartão e senha aos criminosos.

“Já pedimos na Justiça a quebra de sigilo bancário da conta da vítima e também do titular da conta que recebeu o Pix. Podemos relatar nesse momento que temos suspeitos, mas não anteciparemos outros pontos, visto que os responsáveis estão na rua e se perceberem que estamos próximos deles vão desaparecer”, relata a delegada.

Até esta sexta-feira, Juliana confirmou que oito pessoas foram ouvidas, incluindo os dois irmãos da vítima, além de dois ex-sócios.

“Eles sempre tiveram uma amizade próxima, pois trabalharam juntos em um estabelecimento. Quando recebeu o prêmio, ele usou uma parcela da quantia para montar uma empresa com os amigos. No entanto, em março deste ano decidiu deixar o negócio, pois dizia que não queria trabalhar e iria curtir a vida”, acrescenta a delegada.

Velório foi restrito a familiares e amigos

Aproximadamente 50 pessoas estiveram no sepultamento de Jonas Lucas Alves Dias, na tarde desta sexta-feira, no Cemitério Municipal de Sumaré. Seguranças que estavam no local não permitiram a aproximação de pessoas estranhas. O enterro ficou restrito somente aos familiares e amigos mais próximos.

Jonas Lucas Alves Dias foi sepultado na tarde desta sexta-feira, em Sumaré – Foto: Marcelo Rocha – Liberal.JPG

O velório foi realizado no Memorial Park, em Hortolândia, onde houve a distribuição de pulseiras que permitiam o acesso, por uma entrada lateral, de apenas algumas pessoas. Depois, o corpo seguiu para Sumaré.

Uma amiga de Jonas, que preferiu não se identificar, afirma que o clima no bairro continua tenso. “Todos estão com medo de falar sobre o assunto, ninguém sabe o que aconteceu, quem são essas pessoas que fizeram essa crueldade com ele”, desabafa.

A vítima morava com os irmãos, de 68 e 65 anos. Uma prima da vítima afirmou que a irmã de Jonas era como uma mãe para eles. Segundo ela, eles eram muito unidos, pois já não tinham os pais, que são falecidos.

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