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COVID-19

Vigilância monitora 30 escolas em Campinas

Departamento acompanha casos confirmados e suspeitos da Covid-19 em estabelecimentos públicos e particulares de ensino na cidade

Por Milton Paes

15 fev 2021 às 16:46

Trabalho consiste em orientar as unidades de ensino sobre como agir e quais são os protocolos a serem adotados - Foto: Fernanda Sunega - Prefeitura de Campinas

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas informou que monitora 30 escolas, sendo 23 da rede particular de ensino e 7 da rede estadual de ensino no município, que estão com casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus (Covid-19).

O trabalho consiste em orientar as unidades de ensino sobre como agir e quais são os protocolos a serem adotados na volta às aulas presenciais.

“Temos tido notícias de escolas que estão fechando por terem casos suspeitos ou confirmados de coronavírus entre alunos e professores. É importante que pais, alunos e gestores das escolas estejam bem informados sobre como proceder neste momento”, explicou a enfermeira do Devisa Christiane Sartori.

Na semana passada, o LIBERAL mostrou que escolas particulares de Campinas suspenderam as aulas após terem casos confirmados.

Das 30 escolas monitoradas, em apenas uma houve surto confirmado – a prefeitura não divulgou nomes dos colégios.

“O surto é caracterizado quanto se tem dois ou mais casos em um mesmo ambiente, que tenham relação entre eles e estejam em um período de 14 dias, que é o tempo de incubação da Covid-19. Por exemplo, na mesma sala de aula podemos ter dois alunos sintomáticos ou um professor e um aluno”, explicou Christiane.

“Neste caso, os contactantes diretos que tiveram contato sem máscara, a menos de 1 metro de distância e por um período superior a 15 minutos são orientados a fazer isolamento por 14 dias, bem como outros sintomáticos; os demais serão observados”, completou.

Acompanhe a cobertura do LIBERAL sobre Campinas

Tanto nas situações de casos suspeitos como de casos confirmados, a escola fica em observação, ou seja, sendo monitorada pelas equipes da Vigilância por 14 dias.

“Nem sempre há transmissão na escola. A maior parte das infecções destes casos acompanhados ocorrem dentro das casas, em ambiente domiciliar”, destaca.

Nos documentos divulgados pela Secretaria de Saúde para as unidades de educação, há orientações de como a família, a escola e a Vigilância devem proceder.

Segundo o protocolo, as escolas devem reforçar a limpeza das carteiras e dos espaços de uso comum; alunos ou funcionários que forem casos suspeitos ou confirmados devem ser afastados imediatamente do convívio social a partir do momento da suspeita.

Além disso, o aluno ou funcionário que for contato de algum caso de familiar suspeito ou confirmado também não devem frequentar as aulas presenciais, desde o início dos sintomas da pessoa doente.

“A observação deve começar em casa. Estudantes sintomáticos não devem ir para a escola e a instituição deve ser informada para que as medidas sanitárias sejam adotadas. A escola tem que notificar a Vigilância em Saúde, que acompanhará a evolução dos casos”, finaliza a enfermeira do Devisa, Christiane Sartori.

Retorno

A Prefeitura de Campinas publicou nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial do Município, o decreto que estabelece o retorno presencial de 50% dos alunos matriculados nas escolas públicas na rede municipal de ensino a partir do dia 1º de março.

Segundo o decreto, é autorizada a retomada nos CEIs (Centros de Educação Infantil), nas escolas de ensino fundamental, nos EJAs (Escolas de Educação de Jovens e Adultos) além das escolas de ensino integral, Fumec e no Ceprocamp Prefeito Antonio da Costa Santos.

Nos CEIs as atividades presenciais serão retomadas gradualmente, conforme comunicação da Secretaria de Educação.

O decreto estabelece também que as aulas presenciais ocorrem enquanto a cidade estiver na fase amarela ou verde do Plano São Paulo. No caso de retorno para a fase laranja ou vermelha, voltam as atividades remotas.

Em Campinas, as aulas presenciais da rede municipal estão suspensas desde março do ano passado. Neste ano, as aulas do ano letivo voltaram de maneira remota em 8 de fevereiro.

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