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Especial São Benedito

Tradição é transmitida por gerações de famílias

Pais incentivam filhos a participarem de forma voluntária de atividades na paróquia

Por Maria Eduarda Gazzetta

29 de setembro de 2022, às 17h24 • Última atualização em 30 de setembro de 2022, às 14h01

Família construída pelo casal Rejane e Sinézio é devota do santo - Foto: Junior Guarnieri - Liberal.JPG

A tradicional festa de São Benedito começou a ser realizada há 55 anos, de maneira mais tímida, voltada para a comunidade que frequentava a paróquia do bairro Colina. Aos poucos ela foi crescendo e ganhando espaço no calendário da população americanense e de toda a região. Por conta do sucesso, passou a ser realizada na rua, em frente à igreja, para receber e acolher cada vez mais pessoas.

Lídia Regina de Carvalho Freitas Barban, de 45 anos, relembra que há 11 anos ajuda nas edições da festa e, por isso, já soma uma lista de barracas em que foi voluntária, como na do pastel, na de doces e até na de pesca. “Me coloco à disposição. Onde precisa a gente vai”, comenta.

Com tanto tempo ajudando no evento, a festa já virou tradição na família de Lídia. Além dela, o marido Charles Israel Barban, de 47 anos e as filhas, Ellen e Érika Freitas Barban, 17 e 14 anos, respectivamente, também colocam a mão na massa. De acordo com Lídia, as meninas ajudam desde quando eram pequenas e, até hoje, trabalham para a paróquia voluntariamente.

Nesta edição, Lídia, que é membro da paróquia há 25 anos, conta que, como está fazendo parte da equipe de festas, vai prestar um suporte às barracas. De acordo com ela, toda a comissão deu início à organização ainda no começo do ano. “Nossa expectativa é atender a toda a comunidade e trazer pessoas de fora, para que conheçam nossa devoção a São Benedito, que é padroeiro da nossa paróquia”, diz.

De acordo com o pároco Alex Sander Turek, por conta da pausa provocada pelo período mais grave da pandemia de Covid-19, em que foi realizado apenas drive-thru, as atividades dos festejos do padroeiro voltam com um novo aspecto. “Toma-se agora uma proporção de festa, sendo realizada numa dimensão de maior acolhimento. Isso se dará ao acréscimo das atrações, da praça de alimentação e estrutura que formará todo o recinto. A expectativa é criar um ambiente com capacidade para receber maior número de pessoas”, adianta o padre.

Assim como a família de Lídia, Sinézio Apparecido Júnior, de 54 anos, contribui para a realização da festa ao lado da esposa, Rejane Sarvanini Apparecido, de 51. O casal de vicentinos e ministros da eucaristia são membros da instituição religiosa há 14 anos e ajudam no evento desde 2016.

As filhas Lívia e Mariana Sarvanini Apparecido, de 18 e 10 anos, respectivamente, também ajudam na festa. “Elas vêm conosco e, esse ano, seremos responsáveis pela barraca do pastel”, diz. Questionado sobre a motivação para ajudar, Sinézio conclui. “A gente não faz por nós, por outras pessoas, mas fazemos por amor à obra de Deus”.

PASSADO, PRESENTE E FUTURO. O pároco Alex Sander Turek diz que é importante olhar para o passado e lembrar a contribuição de todos os padres que passaram pela igreja e que foram motivadores da festa. “Isto demonstra o crescimento e amadurecimento da comunidade que sentiu cada momento, percebendo a importância de acolher sempre melhor aqueles que se sentiam atraídos pela religiosidade ao redor do padroeiro e pelo desejo espontâneo de servir”, comenta o padre. Entre as tradições do evento, e uma das mais esperadas pelos participantes, está a distribuição de pedaços de bolo de São Benedito, que é padroeiro dos cozinheiros. A receita pode ser encontrada de diversas formas, no entanto, a mais conhecida leva na massa queijo ralado, manteiga e leite. 

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