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Covid-19

Sem apresentar reação, voluntário de Americana aposta que tomou Coronavac

Odirlei de Almeida Carlos não ficou doente desde então e não apresentou nenhum sintoma que pudesse ser relacionado à Covid-19

Por Marina Zanaki

21 nov 2020 às 09:57 • Última atualização 21 nov 2020 às 09:59

O técnico em enfermagem Odirlei de Almeida Carlos, de 39 anos, de Americana, aposta que as duas doses que recebeu no estudo da Coronavac eram de fato da vacina. Metade dos voluntários recebeu o imunizante em teste e a outra metade um placebo. Voluntário na terceira etapa de testes, ele não teve nenhuma reação, apenas dor no local da aplicação.

Ele também não ficou doente desde então e não apresentou nenhum sintoma que pudesse ser relacionado à Covid-19. O técnico trabalha na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de pacientes com coronavírus no Hospital das Clínicas da Unicamp.

Técnico em enfermagem, Odirlei trabalha na UTI da Covid-19 no Hospital das Clínicas da Unicamp – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Mesmo acreditando que recebeu a vacina, ele segue rigorosamente todos os protocolos sanitários. Além de não saber com certeza se está imunizado, ele também tem receio de ser um vetor do vírus.

“Eu senti mais segurança (depois de receber as doses), porém não relaxei. Por mais que eu não possa pegar, posso passar para a minha família, tenho filhos pequenos em casa. Você pode não ficar doente, mas o vírus pode estar em qualquer lugar e posso carregar, na mão, na roupa”, explicou o técnico, que é estudante de Medicina.

O estudo tem monitorado sua saúde. Odirlei tem realizado testes de sangue periodicamente e conversado por telefone com uma médica.

Para análise da eficácia da vacina, é necessário que 61 voluntários sejam infectados com coronavírus – tenham eles recebido o placebo ou o imunizante. Será analisado se as pessoas que tomaram a vacina tiveram maior proteção contra a doença em relação a quem não tomou.

Colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo adiantou na quinta-feira que o número de voluntários infectados está próximo de ser alcançado. A jornalista revelou que os resultados dos testes clínicos podem ser abertos “nos próximos dias”.

A redução da transmissão do vírus entre setembro e outubro fez com que o número de 61 infectados demorasse mais do que o esperado para ser alcançado.

“Queria que saísse, não só da Coronavac, mas de qualquer vacina, que fosse liberado logo para dar uma melhorada no Brasil, no mundo inteiro”, disse Odirlei.

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