Sancetur se recusa a receber ofício sobre redução de tarifa

Legislativo de Americana pedia que decreto publicado na segunda fosse cumprido; gerente da empresa de transportes disse que 'briga é com a prefeitura'


O gerente da Sancetur em Americana, Marcio Anselmi, se negou na tarde desta terça-feira (18) a receber um ofício da câmara em que o Legislativo pedia que a empresa, responsável pelo transporte público na cidade, baixasse a tarifa de R$ 4,40 para R$ 4, em cumprimento ao decreto legislativo publicado na segunda-feira (17), que revoga o aumento no preço da passagem.

No documento, o presidente da Casa diz que o Legislativo está inconformado com o não cumprimento do decreto e solicita que a empresa obedeça ao ato e baixe a tarifa.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Sancetur disse que situação deve ser resolvida com a Prefeitura de Americana

O prefeito Omar Najar (MDB) aumentou a tarifa por decreto e o novo preço passou a valer dia 20 de maio. A câmara aprovou um projeto revogando o ato do prefeito, sob justificativa de que é ilegal, uma vez que a Sacentur presta serviços há menos de um ano e a lei municipal que regulamenta o transporte prevê reajustes anuais, a contar da vigência do contrato.

Com o decreto de Omar revogado, no momento não há nenhum amparo legal que permita à empresa manter a tarifa em R$ 4,40.

O ofício da câmara foi enviado à Sancetur por um motorista do Legislativo. Anselmi confirmou ao LIBERAL que não recebeu o documento. “Nós não temos ainda notificado pela prefeitura. Isso aí a briga não é com a Sancetur, é com a prefeitura, não é com a gente. Estamos aguardando orientações da prefeitura”, afirmou Anselmi ao LIBERAL.

A prefeitura foi questionada no início da tarde se deu alguma orientação à Sancetur, mas não respondeu até o momento desta publicação.

Agora, Rodaben diz que vai enviar o ofício via Sedex à sede da empresa, em Paulínia. Em paralelo, um grupo de cinco vereadores fez denúncia ao MP (Ministério Público) informando que a empresa não reduziu o preço da passagem.

O documento, assinado por Gualter Amado (PRB), Maria Giovana (PCdoB), Rafael Macris (PSDB), Thiago Brochi (PSDB) e Padre Sérgio (PT) foi distribuído ao gabinete do promotor de Defesa do Consumidor, Ivan Carneiro Castanheiro.

Ele ainda não teve acesso oficial à denúncia, segundo uma funcionária da Promotoria.

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