‘Quero despertar o positivismo, o otimismo’

Futuro presidente da Acia vai trabalhar para conscientizar sobre a importância da sociedade consumir no município


A partir do dia 1º de julho, o comando da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) troca de mãos. Sai o comerciante Dimas Zulian, presidente por dois mandatos seguidos, e assume Wagner Armbruster. O terapeuta, que também já foi padre e hoje além de uma clínica de terapia é proprietário de um salão de festa na cidade, garante que trabalhará pautado pelo diálogo e defende que a entidade seja um local de acolhida, onde os associados sintam-se à vontade para falar e poder expressar as suas ideias.

A eleição oficial acontece dia 18 de junho, mas como houve consenso em torno do seu nome Armbruster já é considerado eleito. Otimista por natureza, ele diz que entre os seus desafios à frente da entidade estão fazer os associados entenderem que a crise é apenas uma fase e conscientizar a sociedade se conscientizar que para fortalecer a economia local é necessário consumir no município.

Foto: Divulgação
Armbruster faz parte da diretoria da Acia há 20 anos

Como surgiu o seu nome para a presidência da Acia?
A associação comercial é formada por uma diretoria e quando temos que formar uma nova, os diretores sentam, analisam e propõem nomes. Eu sou parte dessa diretoria há 20 anos. Nós sentamos aqui, conversamos e em comum acordo foi sugerido o meu nome para estar à frente da Acia e dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito.

Por que você acha que está apto para exercer a função?
Eu estou dentro da entidade há mais de 20 anos. Conheço todos os trâmites legais necessários para poder fazer um trabalho dentro da perspectiva comercial, industrial e na área de serviços. Então acredito que estou bastante qualificado. Há outros amigos na diretoria que também estão em condições como eu, mas como fazemos esse trabalho de alternar as pessoas eu estou me colocando a serviço e tenho certeza que farei um bom trabalho. Estarei aberto ao diálogo com a municipalidade e com todos os associados. Estou aberto para fazer esse trabalho de abrangência social.

O diálogo é importante na sua opinião?
O mundo está passando por um momento em que estamos vendo muitos conflitos, são muitos pontos de vistas dissonantes e perspectivas diferentes. O nível de paciência das pessoas está muito baixo e enquanto entidade temos que ser disseminadores do diálogo e da acolhida, um local onde as pessoas possam falar e expressar suas ideias. Muitas ideias boas existem e só vamos conseguir aproveitá-las se dermos espaço para as pessoas se expressarem.

Qual é o seu principal desafio enquanto presidente da Acia?
Mostrar que o período de turbulência pelo qual a economia passa é apenas uma fase. Quero despertar o positivismo, o otimismo, a possibilidade de criarmos situações novas e vencermos as adversidades. Mas é preciso haver conhecimento e farta disposição para ouvir e incluir pessoas no processo. Abrir um espaço de comunicação, de debate e comunhão social.

Na sua opinião quais os desafios enfrentados hoje pelo comércio e indústria de Americana?
A valorização da nossa realidade local, a valorização daquilo que produzimos e fazemos. Precisamos colocar isso na cabeça das pessoas, a importância de valorizar nosso comércio e indústria. Muitas vezes o cidadão esquece que quando sai para comprar coisas fora de Americana, está levando o dinheiro dele para outro município e fortalecendo outra localidade. Nós temos que ter bem claro que nós moramos em Americana e por isso temos que fortalecer tudo que diz respeito ao comércio, indústria e serviço de Americana. Quando despertarmos para essa consciência, nós estaremos fortalecendo toda a nossa realidade local.

Como deixar o comércio local mais competitivo e com isso segurar os consumidores aqui e gerar renda para o município?
O principal oponente nosso não é só o consumidor que sai de Americana e vai para outra localidade, mas também o comércio eletrônico. Então é necessário orientar, esclarecer e dar condições aos comerciantes para que estejam mais afinados com todo esse movimento das redes sociais e compras pela Internet. É importante ter loja física, mas é importante também que o lojista tenha disponibilidade para fazer sua mercadoria chegar até o cliente.

O que você acha que poderia ser melhorado?
Sempre tem o que ser melhorado, novas descobertas e inovações sempre acontecem. De um modo geral é sentar com todos os comerciantes e de fato descobrir quais são seus reais anseios. Temos que ouvir os associados e aí sim fazer um programa de trabalho que seja consequente e não impor de cima para baixo.

O comércio e a indústria vivem momentos difíceis com a crise. Qual sua visão sobre isso?
Quem está em Americana há muitos anos conhece e sabe da grandiosidade e poder da cidade. Com certeza estamos passando por um momento revisional, mas é só um momento. Não podemos pensar “foi assim” e “vai ser sempre assim”. Não. No passado não foi assim e não vai continuar sendo assim. Estamos tendo dificuldades em função de tudo que está acontecendo na realidade social, mas vamos superar isso. Acreditamos nisso e vamos trabalhar para isso.

Na sua opinião um shopping seria importante para Americana? Muito se fala que Americana é a única cidade da região que não tem um…
Pensando geograficamente em loja física, sim. Seria importante. Mas se olharmos à nossa volta veremos que há muitas cidades com shopping fechado. Então não adianta ter uma estrutura enorme e ter dificuldade para colocar o lojista lá dentro. Porque para o lojista, shopping significa uma despesa grandiosa. Por que vamos lançar mão de querer construir um mausoléu desse se não tivermos garantia de sobrevivência? Não é por aí. Precisamos de um mercado sólido. Para que isso possa acontecer temos que pensar para frente e hoje o mundo é digital.

Então você acredita que o comércio presencial está com os dias contados?
Não acredito não. Desde que o mundo é mundo todo mundo gosta de ir para as ruas fazer compra, ver e colocar a mão nos objetos. Mas temos que aprimorar a relação com o cliente e fazer com que se torne eficaz e lucrativa também no virtual.

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