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PANDEMIA

Quatro de cada 10 vítimas da Covid-19 em Americana não eram idosas

Quase um ano depois do primeiro caso confirmado, cidade acumula 326 mortes pela doença; 134 vítimas tinham menos de 65 anos

Por André Rossi

21 mar 2021 às 08:06 • Última atualização 22 mar 2021 às 09:25

Quase um ano depois da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) em Americana, 4 de cada 10 pessoas que morreram vitimadas pela doença não eram idosas. O balanço foi feito pelo LIBERAL com base nos boletins epidemiológicos divulgados pela prefeitura.

A cidade soma 12.636 casos positivos para Covid-19, com 326 óbitos. Desse total, 134 moradores tinham menos de 65 anos, ou seja, 41%. Oficialmente, de acordo com as Nações Unidas, uma pessoa é considerada idosa a partir de 65 anos.

O balanço foi feito pelo LIBERAL com base nos boletins epidemiológicos divulgados pela prefeitura – Foto: Editoria de Arte / O Liberal

No início da pandemia, em março do ano passado, quando as características e riscos  da Covid-19 ainda era pesquisadas, se difundiu a tese de que seria uma doença que mataria apenas os idosos ou portadores de comorbidades, como hipertensão e diabetes.

Entretanto, por mais que ainda haja muita negação sobre o tema, fato é que o vírus mostrou que pode ser fatal para qualquer pessoa, independentemente da idade.

O primeiro paciente contaminado na cidade foi o empresário Gustavo Azzolini, de 41 anos, que testou positivo no dia 24 de março de 2020 e se recuperou da doença. O caso completa um ano na próxima quarta-feira.

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Diretor administrativo da FAM (Faculdade de Americana), Gustavo teve uma infecção pulmonar provocada pela Covid-19 e foi internado no Hospital Samaritano de São Paulo.

Já a primeira morte confirmada na cidade aconteceu em 27 de março de 2020. O paciente era um homem de 64 anos, que estava internado em um hospital particular da cidade. Ele era cardiopata e diabético, fatores que colocavam no grupo de risco.

Em 1999, o empresário Florindo Corral fundou a FAM, Faculdade de Americana – Foto: Divulgação

Na sequência, a segunda morte foi a do fundador da FAM, Florindo Corral, de 70 anos, sogro de Gustavo. O homem morreu na madrugada do dia 4 de abril, duas semanas depois de ser diagnosticado e internado em um hospital particular de São Paulo.

Pelo histórico de saúde, o empresário também estava no grupo de risco por ser cardiopata, hipertenso, diabético e ex-fumante. A morte se deu por insuficiência respiratória devido a complicações provocadas pela Covid-19.

Florindo está no grupo etário que mais registrou vítimas em Americana, que é dos 70 aos 74 anos. Foram 48 mortes, 24 homens e 24 mulheres. O recorte de idade leva em consideração a pirâmide etária do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Entre os 326 americanenses que perderam a vida para a doença, 251 possuíam outras comorbidades. Nos boletins da prefeitura, não havia informações de doenças pré-existentes sobre 41 das vítimas, enquanto 22 notificações de morte não traziam detalhes sobre isso. E, por fim, 12 pessoas não tinham nenhuma comorbidade.

O representante comercial David Martins, de 29 anos, morreu na noite de 18 de junho no Hospital Municipal – Foto: Reprodução

A vítima mais jovem foi o representante comercial David Martins, de 29 anos, que estava internado no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi e morreu em 18 de junho de 2020. Ele não tinha doenças pré-existente e era uma pessoa ativa, segundo sua mãe.

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