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Aguapés

Nível da Represa Salto Grande não vai mais ser rebaixado neste ano

Prefeitura de Sumaré temia que o procedimento afetasse abastecimento de água; estiagem foi fator que determinou adiamento

Por André Rossi / Heitor Carvalho / Rodrigo Alonso

08 de outubro de 2020, às 08h54

A distribuidora CPFL Renováveis anunciou nesta quarta-feira que não irá retomar neste ano o processo de deplecionamento, que é o rebaixamento do nível de água em até dois metros da Represa Salto Grande, em Americana.

No final de setembro, a Prefeitura de Sumaré havia solicitado à empresa a suspensão dos serviços por entender que o processo pudesse provocar interrupções no abastecimento de água na cidade.

Em carta enviada para a Promotoria de Justiça da Regional de Piracicaba, a CPFL acatou o pedido da administração municipal de Sumaré.

Além de limpar os sedimentos que estão acumulados na represa, o procedimento deixaria plantas aquáticas expostas ao ar e irradiação solar. Sem contato com a água, ocorre a desidratação natural das macrófitas, o que reduzirá a ocupação na represa.

A empresa alegou que a “vazão do Rio Atibaia se mostrou bastante desfavorável” por conta da estiagem atípica registrada nesse ano, o que deixou o nível do rio abaixo da média histórica, o que significa uma redução da vazão afluente de 55%.

A distribuidora de energia elétrica pretendia rebaixar o nível de água do reservatório em dois metros para combater a proliferação de plantas aquáticas macrófitas, como os aguapés.

A ação deveria começar em 20 de setembro com previsão para ser concluída no dia 20 de outubro. A medida, no entanto, também exigiria a redução da vazão do Rio Atibaia, que é o principal manancial de abastecimento de Sumaré.

Ao LIBERAL, a companhia afirmou “que a operação precisará ser adiada” neste ano por conta da “necessidade de ajustes técnicos que permitam a execução do projeto em harmonia com todos os usos da bacia do Rio Atibaia, principalmente do sistema de captação de água localizado na região do remanso do reservatório.”

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