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Unidas e seguras

Mulheres motoristas de aplicativo usam grupo de WhatsApp para se protegerem

Grupo de WhatsApp soma mais de 250 motoristas que trabalham nas cidades de Americana, Santa Bárbara, Nova Odessa, Hortolândia e Sumaré

Por Cristiani Azanha

29 de janeiro de 2024, às 10h35

Milena Lemos e Heloísa Oliveira trabalham como motoristas de aplicativo de Americana - Foto: Marcelo Rocha_Liberal.JPG

A história de que a mulher é o sexo frágil não funciona para Milena Cássia Santos de Lemos, de 31 anos, moradora de Americana. Ao contrário de grande parte dos motoristas de aplicativo, incluindo os homens, ela trabalha durante a noite e madrugada.

“Nunca fui assaltada, mas não dou bobeira quando o assunto é segurança. Sempre pesquiso quem vai entrar no meu carro e ao perceber que pode ser uma cilada, eu cancelo a corrida na hora”, relata a motorista.

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Justamente para compartilhar a vivência e apoiar outras mulheres que iniciaram na profissão, Milena, com o apoio da também motorista e moradora de Americana Heloísa Helena Gonçalves de Oliveira, de 58 anos, administram o grupo de WhatsApp “Amigas Poderosas”, que soma mais de 250 integrantes. Elas, geralmente, trabalham nas cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Hortolândia e Sumaré.

“Nós temos adesivos nos carros que acabam sendo usados como identificação. Já encontramos situações de companheiras, que estavam com pneu do carro furado, e paramos para ajudá-la, pois a identificamos pelo adesivo. Também usamos o nosso grupo de WhatsApp como apoio. Já teve um caso de uma motorista que foi assaltada e conseguimos localizar o carro”, diz Milena.

Outro cuidado que elas tomam, é que sempre compartilham os trajetos de trabalho como entre elas como medida de segurança. Milena disse que já se deparou com situações constrangedoras, como as que envolvem assédio.

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“Eu me recordo de um passageiro que foi inconveniente. Estacionei o carro e pedi para que descesse. Antes que me desse uma nota baixa no aplicativo, eu dei nota ruim para ele”, relata a motorista.

As condutoras contam que, assim como ocorrem com os passageiros, que são convidados a dar uma nota (estrelas) depois de uma corrida, os motoristas também realizam a mesma coisa, quando o usuário desce do carro. “Caso algum motorista dê uma nota 1 para um passageiro, ele fica bloqueado para aquele motorista e não pega mais uma corrida com a mesma pessoa”, diz Heloísa.

Elas também não aceitam fazer “corridas duvidosas”, quando alguns passageiros decidem fazer algumas paradas suspeitas, supostamente para buscar drogas. 

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