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Americana

MPT vai apurar trabalho de funcionários com Covid no Poupatempo de Americana

Órgão instaurou procedimento com base em reportagem do LIBERAL com denúncias de omissão sobre Covid-19

Por Ana Carolina Leal

29 de janeiro de 2022, às 08h42

Poupatempo de Americana não estaria respeitando normas sanitárias - Foto: Claudeci Junior - O Liberal.JPG

O MPT (Ministério Público do Trabalho) vai apurar denúncias de que o Consórcio BGH Interior 3 não estaria respeitando os protocolos de segurança contra a Covid-19, inclusive o período necessário de afastamento de trabalhadores infectados pela doença no Poupatempo de Americana.

O órgão informou nesta sexta-feira que a secretaria processual do MPT instaurou um procedimento com base na reportagem publicada pelo LIBERAL, que denuncia suposta omissão da empresa sobre casos de Covid na unidade.

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Também nesta sexta, a Prodesp – empresa de tecnologia do Governo de São Paulo que administra o programa Poupatempo – reiterou que repudia qualquer tipo de irregularidade e disse ter aberto uma investigação interna, mediante acolhimento de manifestações sobre a unidade de Americana.

Em nota, a empresa de tecnologia afirmou que o Comitê de Ética da companhia apura e investiga denúncias de que colaboradores infectados pela Covid-19 estejam desempenhando suas atividades de trabalho.

“Se comprovado qualquer descumprimento dos protocolos sanitários, a empresa prestadora de serviços será acionada administrativamente e punida”.

A Vigilância Sanitária de Americana realizou, também nesta sexta, uma fiscalização no Poupatempo, mas disse não ter encontrado nenhuma irregularidade.

Por meio da assessoria, a vigilância esclareceu que foram apresentados documentos solicitados como protocolo de higienização e controle do ar-condicionado.

Afirmou que a equipe visitou alguns locais de atendimento e verificou a instalação de barreiras acrílicas e álcool em gel para os trabalhadores e visitantes. E que no refeitório, os funcionários faziam as refeições com distanciamento.

“A equipe ainda conversou com alguns funcionários sobre o isolamento, perguntou se tinham informações e orientações adequadas sobre como agir em caso de sintomas e todos disseram que sim”, traz nota.

Segundo terceirizados, ao menos dois profissionais trabalharam mesmo com atestado positivo da doença e aproximadamente dez estariam indo com sintomas gripais.

Na última terça, um dos funcionários, de 28 anos, morreu por complicações da Covid-19.

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