Menino é agredido com agulha de seringa por colega em sala de aula

Filha de técnica em enfermagem levou seringa à aula e colega a pegou para atingir garoto de 11 anos na Escola Estadual Dr. Heitor Penteado


Foto: Marcelo Rocha_O Liberal - Divulgação
Caso aconteceu em uma sala do sexto ano da Escola Estadual Dr. Heitor Penteado; seringa foi conectada a agulha de insulina

Um menino de 11 anos foi furado no pescoço com a agulha de uma seringa durante a aula na Escola Estadual Dr. Heitor Penteado, em Americana. O caso aconteceu numa classe do sexto ano, na quinta-feira, e foi parar na polícia.

Segundo a mãe do garoto, o autor da agressão é um colega da mesma idade. A seringa havia sido levada para a escola por outra aluna, também de 11 anos. Ela pegou o instrumento da mãe, técnica em enfermagem.

O garoto foi atendido no Hospital Municipal e passa bem. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, nenhuma substância foi injetada. O menino não voltou à escola desde então, e a mãe diz que vai transferi-lo, porque não se sente mais segura.

“Eu não quis acreditar, porque é um absurdo isso”, contou a mãe do garoto ao LIBERAL. De acordo com ela, a menina, que senta ao lado de seu filho, estava furando o próprio estojo com a agulha. O menino que senta atrás dele então pegou a seringa e, sem motivo, a enfiou no pescoço da vítima.

O fato aconteceu perto das 18h, quando estava terminando a aula. A mãe diz que o professor não viu, porque no momento estava repreendendo outro menino. Seu filho contou o ocorrido para ela por volta das 22h.

No dia seguinte ela foi à escola e depois à delegacia. Apesar de o garoto não ter mais dores, a mãe diz que ele está ansioso. “Não é uma coisa normal, ‘ah, gente, acontece, é coisa de criança’, não é. Primeiro que uma criança não poderia estar em poder de uma seringa, dentro do material de escola. Outra: como acontece isso dentro de uma sala de aula?”.

A mãe da menina que estava com a seringa afirma não entender por que a filha levou o material à escola. Ela, que é técnica em enfermagem, disse que a garota conectou uma agulha de insulina – que não tinha sido usada – a uma seringa usada para medicações via oral. Porém, a seringa estava na mochila quando o outro aluno a pegou para agredir o garoto.

A técnica em enfermagem conta que foi à escola e encontrou a mãe do garoto na sexta. Quando tentou explicar que a agulha não oferecia riscos, diz ter sido xingada pela mãe e ter tomado um tapa da avó do aluno agredido. Ela diz que a mulher ainda ameaçou sua filha – a mãe do garoto nega. A aluna não voltou à escola.

A Secretaria Estadual de Educação informou que, ao saber do caso, chamou os pais dos alunos envolvidos e tomou as “medidas pedagógicas necessárias”, sem esclarecer quais foram.

A reportagem do LIBERAL não conseguiu meio de contato com a família do menino que teria enfiado a agulha no colega.

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