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Crise

Em crise, Apae não conseguirá pagar salário integral de mais da metade dos funcionários

Dos 122 colaboradores da instituição em Americana, apenas 41 vão receber a remuneração total

Por Ana Carolina Leal

04 Maio 2021 às 07:49 • Última atualização 04 Maio 2021 às 08:33

“Peguei tudo que tinha no caixa e fiz um rateio entre os demais que não têm financiador”, afirmou o presidente da instituição - Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Mais da metade dos funcionários da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Americana não receberá o salário integral em maio. De acordo com o presidente da instituição, Roberto Cullen Dellapiazza, dos 122 colaboradores, apenas 41 vão receber a remuneração total, o que corresponde a R$ 83 mil dos R$ 310 mil previstos com a folha de pagamento.

“Temos dois perfis de funcionários, aqueles que têm o financiador, que colocam dinheiro no caixa da Apae e aqueles que são mantidos com recursos próprios da instituição. Aqueles que têm convênio vamos pagar integral, até porque se não pagarmos temos que devolver o dinheiro. Peguei tudo que tinha no caixa e fiz um rateio entre os demais que não têm financiador. Isso vai representar algo em torno de 30% da folha de pagamento”, afirmou Roberto.

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O presidente disse ainda que o departamento jurídico da entidade está tentando um acordo com esses funcionários para decidir de que forma será pago o restante do salário.

“Como foi editado a medida provisória que nos dá a possibilidade de redução da jornada de trabalho, estamos fazendo a adesão para diminuir o deficit da folha de pagamento e esperar o mês que vem para ver o que vai acontecer”.

Segundo Roberto, os 41 funcionários que receberão integralmente são cobertos por três convênios. Um deles é o Escola de Educação Especial, da Secretaria de Educação com o Estado de São Paulo. Os outros dois são o Centro Dia e PHP (Programa de Habilitação e Reabilitação), ambos da prefeitura. A instituição ainda aguarda repasse dos valores referente ao Centro Dia. Os demais colaboradores são pagos com recursos da própria Apae, conquistados por meio de telemarketing, bazares, entre outros.

Além dos convênios, a entidade mantém dois contratos com a prefeitura, sendo um pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e outro pela Secretaria de Educação para atendimento por meio do programa inclusão com responsabilidade. No entanto, este último está suspenso desde maio do ano passado por conta da pandemia. Com isso, a Apae deixou de receber cerca de R$ 91 mil por mês. Os funcionários, no entanto, continuam a ter seus salários pagos, apesar da suspensão dos serviços.

A prefeitura afirmou por meio da assessoria que os recursos em atraso tratam-se de repasses federais intermediados pelo município e devem ser transferidos nos próximos dias. A administração municipal também disse que já está conversando com a Apae para retomada do convênio do programa de inclusão com responsabilidade.

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Emendas – Os deputados federais Vanderlei Macris (PSDB) e Cezinha de Madureira (PSD) se comprometeram a destinar R$ 410 mil e R$ 500 mil, respectivamente, à Apae ainda este ano por meio de emendas parlamentares. O pedido ao deputado Madureira foi feito pelo prefeito Chico Sardelli (PV).

“Não conseguimos precisar o prazo, mas a verba já é certa”, afirmou a assessoria de Cezinha nesta segunda-feira. Macris, por sua vez, disse ao presidente da associação que os recursos devem ser repassados só em dezembro. A instituição atende 1.100 alunos.

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