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Covid-19

Coronavírus deixa 20 mil pequenos negócios vulneráveis em Americana

Pequenas empresas do setor da moda e do varejo são as mais afetadas pela pandemia; especialista explica cenário de crise econômica

Por Isabella Holouka

13 abr 2020 às 18:56 • Última atualização 14 abr 2020 às 16:40

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
edução no faturamento é um resultado da restrição e diminuição no trânsito de pessoas, que diminui o consumo no varejo

O novo coronavírus (Covid-19) provoca a vulnerabilidade econômica de 73% dos 28.426 empreendimentos considerados de pequeno porte em Americana. Segundo dados da plataforma DataSebrae, os segmentos de moda e varejo tradicional representam 33% das empresas atingidas, com um total de 6.981 pequenos negócios entre os mais vulneráveis.

Em entrevista ao Liberal No Ar, Elber Fabrício Laranja, membro da Associação Brasileira de Fintechs e da Antecipa Fácil, especializada em acesso ao crédito, explicou que o cenário de crise é agravado porque as pequenas empresas já vinham com a economia fragilizada. O programa foi transmitido pelas emissoras de rádio do Grupo Liberal, FM Gold 94.7 e Você AM 580, na sexta-feira (10). Confira a entrevista completa:

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“Alguns setores estão certamente mais suscetíveis, o varejo e a indústria da moda. Para se ter uma ideia, o Sebrae estima que 89% das pequenas empresas já tiveram redução no seu faturamento. Essa redução já chegou a cerca de 64% do volume que as pequenas empresas faturam. Na indústria de moda, muito atuante na nossa região, a queda já chegou a 74% no segmento como um todo”, aponta ele.

A redução no faturamento é um resultado da restrição e diminuição no trânsito de pessoas, que diminui o consumo no varejo.

Com relação aos setores mais protegidos neste momento de crise econômica, o especialista citou as empresas voltadas para serviços e fornecimentos essenciais, como as da área da saúde, higiene e limpeza.

“O pequeno empreendedor já vinha com o seu caixa fragilizado por uma sucessão de crises. A saúde financeira dessas pequenas empresas já vinha fragilizada. Quando chega uma situação como essa, em que a atividade econômica está praticamente paralisada, a situação dessas empresas fica ainda mais grave”, explica.

De acordo com Elber, o acesso ao crédito pelas medidas governamentais é uma saída para o financiamento do capital de giro das empresas. Ele aponta para uma grande massa de pequenas e médias empresas que estão desassistidas pelo mercado bancário tradicional.

Ao mesmo tempo em que o e-commerce se mostra uma alternativa, o especialista afirma que é comum que as pessoas tenham medo da duração da crise e, por isso, estejam avessas ao consumo.

Para ele, “esse não é um bom momento para vender, mas é um ótimo momento de estreitar o relacionamento com o seu cliente”, o que pode ser feito com criatividade nos atendimentos.

Já com relação aos efeitos da crise financeira em diferentes cidades, ele opina que “a renda per capta vai ter uma grande influência e cidades mais pobres vão sofrer primeiro”. A crise financeira, segundo ele, também pode ter impacto em outros aspectos sociais, como a violência urbana.

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