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Americana

Audiência de suspeitos do PCC faz Fórum reforçar segurança

Esquema de segurança, com apoio da Força Tática, foi elaborado para proteger testemunhas e demais participantes da audiência

Por Heitor Carvalho

02 set 2020 às 19:27 • Última atualização 03 set 2020 às 10:01

Fórum de Americana deverá ter a segurança reforçada - Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG

Suspeitos de integrarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e promoverem sequestro, tortura e tentativa de homicídio contra um suposto estuprador no Jardim dos Lírios, em outubro de 2018, foram ouvidos durante uma audiência judicial realizada no Fórum de Americana nesta quarta-feira.

De acordo com informações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Americana), um esquema de segurança, com apoio da Força Tática da Polícia Militar, foi elaborado no Fórum para proteger testemunhas e demais participantes da audiência, que foi realizada das 9h às 18h.

Foram ouvidas duas pessoas protegidas pelo PROVITA (Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas) que vieram em uma escolta da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Além delas, também foram ouvidos seis policiais como testemunhas de acusação.

Conforme noticiado pelo LIBERAL, quatro pessoas foram presas em flagrante em 2018 por suspeita de fazerem parte de um “tabuleiro”, conforme descrito pela polícia, uma espécie de “julgamento” próprio em que a facção criminosa determina punições a quem “viola suas normas” nas regiões em que atua.

Conforme noticiado pelo LIBERAL, quatro pessoas foram presas em flagrante em 2018 – Foto: Divulgação – Polícia Civil

Investigações posteriores lideradas pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana resultaram na prisão de outras 11 pessoas, relacionadas ao mesmo crime, durante a operação Jus Puniendi em junho de 2019.

O suposto crime “julgado” pela quadrilha envolvia um jovem de 21 anos que teria abusado da própria irmã, de 2 anos, o que nunca foi comprovado. O “acusado” foi sequestrado no Jardim Europa, em Santa Bárbara, e levado para um cativeiro, inicialmente, no bairro Mathiensen, em Americana, onde ele foi ameaçado, agredido e torturado por várias pessoas. 

O episódio terminou quando a PM foi acionada e conseguiu encontrar o jovem em uma casa na Rua das Emas, no Jardim dos Lírios, 18 horas depois após o início do sequestro.

Um dos participantes do “tabuleiro”, uma mulher, teria chegado a negociar o aluguel de uma chácara na região da Ponte do Funil, entre Santa Bárbara e Limeira, para enterrar o corpo da vítima.

A ação da polícia resultou em dois processos que tramitam no Fórum de Americana. A descoberta do caso é parte de uma das maiores investigações promovidas pela Polícia Civil de Americana contra integrantes do PCC no município e em Santa Bárbara d’Oeste.

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