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47 óbitos

Americana tem semana com maior notificações de mortes por coronavírus

Em sete dias, óbitos saltaram de 440 para 487; março ainda é o mês com maior mortalidade da pandemia

Por Marina Zanaki

27 abr 2021 às 11:45 • Última atualização 27 abr 2021 às 19:07

A Vigilância Epidemiológica de Americana registrou, nos últimos sete dias, 47 mortes pelo novo coronavírus (Covid-19). Esse foi o período com mais notificações de óbitos na cidade, desde o início da pandemia, em março de 2020.

No dia 19 de abril, a cidade registrava 440 vítimas da doença. Nesta segunda, o número saltou para 487. O LIBERAL analisou os boletins informados pela prefeitura às segundas ao longo da pandemia, e esse foi o maior salto observado.

No ápice da primeira onda, entre julho e agosto, chegaram a ser informados 20 óbitos em sete dias. Nas últimas semanas, vinham sendo informados de 20 a 30 mortes.

Do total de 47 mortes informadas no período analisado, sete ocorreram no mês de março e as demais ao longo de abril.

Mesmo com a disparada nas notificações, quando se observa a data de ocorrência dos óbitos, o mês com maior mortalidade da pandemia ainda é março. Foram 101 vítimas no mês passado, contra 95 em abril.

Na semana passada, Americana teve dois dias com um grande volume de mortes, com 14 na terça e 13 na sexta. Nesta segunda-feira, o município registrou mais 14 vítimas da doença, elevando o número de vidas perdidas para 487.

Atraso
Infectologista do Observatório PUC-Campinas, André Giglio Bueno disse ao LIBERAL na semana passada que há uma tendência de aumento no registro de óbitos na região.

O pico das internações ocorreu entre o final de março e o início de abril. Pelo próprio desenvolvimento da doença, os óbitos podem ocorrer depois de dias ou até semanas de internação.

O registro de mortes sofre um atraso pela espera do resultado do exame de Covid-19 e pela notificação pelo hospital. Por conta disso, o indicador mais atualizado para acompanhamento da pandemia são as novas internações, que têm caído nas duas últimas semanas, apesar das taxas de ocupação seguirem elevadas.

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