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CORDENONSI

Alertado por vizinho, rapaz deixa imóvel minutos antes de desabamento na Rua Carioba, em Americana

Local estava desocupado e ninguém se feriu; casa vizinha também precisou ser interditada pela Defesa Civil

Por Ana Carolina Leal

04 de abril de 2024, às 15h12 • Última atualização em 04 de abril de 2024, às 15h26

Imóvel fica no cruzamento das ruas Carioba e Professor Inácio Dias Leme - Foto: Marcelo Rocha/Liberal

Um imóvel desocupado desabou na tarde desta quinta-feira (4) no cruzamento das ruas Carioba e Professor Inácio Dias Leme, na Vila Cordenonsi, em Americana. Não houve feridos. Minutos antes, havia um rapaz dormindo no local. Ele deixou o local após ser alertado sobre o risco de desabamento pelo morador da casa vizinha.

“Ouvi uns estalos nas vigas e chamei o rapaz que estava dormindo. Ele saiu e, em questões de minutos, tudo desabou”, conta Jhonatan Henrique Vieira Cardoso, de 25 anos, que mora na casa ao lado do imóvel, depois de tê-la invadido.

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Com o estouro do desabamento, Jhonatan pulou o muro para casa vizinha com medo da residência dele também desabar.

“Estávamos dentro de casa e escutamos um estrondo, parecia um caminhão desgovernado. Quando saíamos para ver o que era, nos deparamos com o vizinho pulando o muro da nossa casa e só então descobrimos o desabamento”, afirma Juliana Mello, outra vizinha.

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A Defesa Civil esteve no local e interditou o prédio e a casa vizinha, onde Jhonatan mora. De acordo com o coordenador do órgão, João Miletta, há o risco de o restante do prédio também desabar.

“Parte do teto da casa vizinha também foi atingida. Não tem como continuar usando para moradia do jeito que está. Vamos fazer um laudo e sugerir o desabamento do que sobrou e a reforma da casa ao lado. Mas tem que ver ainda se trata-se de um imóvel de patrimônio histórico”, diz Miletta.

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O prédio pertence à família da Luciane Gallo, que tenta regularizar a situação do imóvel na Justiça, uma vez que o contrato de compra do imóvel, firmado pelo pai dela há muitos anos, foi apenas verbal ou “no fio do bigode”, como se dizia antigamente.

“Os impostos chegam no nome do meu pai e o que mais queremos é resolver essa questão para reformar o prédio e a casa ao lado, que são invadidos por usuários de drogas, moradores em situação de rua”, afirmou Luciane em entrevista o LIBERAL.

De acordo com Luciane, o último estabelecimento que funcionou no local foi uma serralheria, mas há muitos anos.

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