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Política

Bolsonaro não irá se imunizar contra Covid para disputar eleições, diz Nogueira

No início da pandemia, Bolsonaro realizou uma série de críticas aos imunizantes, colocando em dúvida sua eficácia

Por Agência Estado

08 de fevereiro de 2022, às 13h29 • Última atualização em 08 de fevereiro de 2022, às 13h54

Para Ciro Nogueira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma pessoa “muito autêntica” e, por isso, não irá se imunizar contra a Covid-19 por conta das eleições gerais deste ano. No início da pandemia, Bolsonaro realizou uma série de críticas aos imunizantes, colocando em dúvida sua eficácia, e desde então, tem se recusado a se imunizar.

Ciro Nogueira defendeu que as questões da vacina às vezes são “desvirtuadas”, com frases tiradas de contexto, e afirmou que o mais importante é que o presidente disponibilizou a vacina para a população.

“Esta fora de questão o presidente utilizar a vacina para aumentar seu cacife eleitoral. O que vai ter muito mais efeito que isso vai ser as pessoas saberem, constatarem, que ele foi o responsável por trazer vacinas para todos os brasileiros que quiseram se vacinar, tanto a ele quanto a seus filhos”, disse o ministro da Casa Civil, durante entrevista ao Metrópoles.

Mourão

O ministro também tentou minimizar os atritos entre o presidente e seu vice, o general Hamilton Mourão. A chapa entre os dois não vai se repetir, já que Bolsonaro procura outra pessoa para ocupar o lugar de vice – e Mourão já planeja sua candidatura para o Senado do Rio Grande do Sul, ou do Rio de Janeiro.

No entanto, Nogueira descartou que o atual vice vá às eleições como um crítico de Bolsonaro. “Ele ser contra o presidente está fora de questão, ele é uma figura que demonstrou, ao longo que teve na vice-presidência, total lealdade ao projeto do presidente”, afirmou.

Moro

O ministro-chefe da Casa Civil também afirmou que acha difícil o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) levar adiante a candidatura à Presidência. Para ele, Moro será candidato a deputado federal em 2022.

“Pelo que eu conheço do histórico do ex-ministro Sérgio Moro, acho difícil ele continuar com a candidatura. A candidatura dele patina nas pesquisas, e ele está com muito problema na própria Justiça”, disse na entrevista ao Metrópoles, se referindo ao pedido de investigação do Ministério Público para que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue os ganhos de Moro como consultor após deixar o ministério.

Segundo Nogueira, o ex-juiz deve concorrer a uma vaga na Câmara, e não ao Senado como se especula. “Eu acredito que o Moro vai ser candidato a deputado federal. O Estado que ele poderia ter alguma chance (como senador) é o Paraná, e o Paraná tem um candidato muito forte, até do próprio partido dele, que é o (senador) Álvaro Dias”, ponderou.

Para Nogueira, falta ao ex-juiz um posicionamento mais concreto com relação às suas reais intenções na política, o que dificulta sua conexão com o eleitorado. “O Moro eu costumo dizer que é uma pessoa hoje, com conflitos de identidade. Ele era para ser juiz e queria ser político naquela época, e agora virou político e continua querendo ser juiz. Não houve uma sintonia com a população”.

Pesquisas de intenção de votos recentes mostram que o ex-juiz compete com o pedetista Ciro Gomes (PDT) pelo terceiro lugar na corrida presidencial. Contudo, nos principais levantamentos, nem o ex-juiz nem Ciro Gomes ultrapassam os dois dígitos nas intenções de voto. Encabeçam as pesquisas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na liderança, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nogueira também fez críticas aos problemas que o ex-juiz tem com a Justiça. Disse que seria impossível imaginar que Moro hoje estivesse com pedido de bens bloqueados após denúncia no Ministério Público. “Isso é impensável, mas deixa o Moro para lá, ele vai se entender na Justiça, eu espero só que ele tenha um julgamento justo, que ele não encontre nenhum Sérgio Moro para julgá-lo”, provocou.

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