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No Estado de SP

Vendas do Dia dos Namorados devem cair 33% em função da pandemia

Prejuízo calculado pode ultrapassar R$ 19 bilhões, mesmo com reabertura de parte das atividades em algumas regiões do Estado de São Paulo

Por Agência Estado

03 de junho de 2020, às 14h35 • Última atualização em 03 de junho de 2020, às 16h22

A venda do comércio no Dia dos Namorados este mês deve cair 33%, estima a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Com isso, o prejuízo calculado pode ultrapassar R$ 19 bilhões, mesmo com reabertura de parte das atividades em algumas regiões do Estado.

“Não deve haver muita procura para presentes no Dia dos Namorados, uma vez que também houve baixa na intenção de consumo das famílias”, cita a federação, em nota.

Apesar de reabertura gradual da economia, Dia dos Namorados deve ter grande queda nas vendas – Foto: Marcello Casal Jr – Agência Brasil

A interrupção das atividades não essenciais em São Paulo entre março e maio, motivada pela pandemia do novo coronavírus, deve provocar recuo aproximado de 20% nas vendas varejistas no primeiro semestre. A projeção leva em consideração a reabertura gradual da economia este mês, respeitando as condições regionais. Para a FecomercioSP, esse processo deve se dar de forma muito lenta, o que será um limitador para as vendas no Dia dos Namorados.

Por setor, a federação estima que as vendas de Vestuário recuem 67%, com prejuízo de até R$ 3,5 bilhões. No acumulado do ano, a queda deve ser de 44%, refletindo também a baixa nas vendas no Dia das Mães, prevê.

Para o fechamento deste ano, a FecomercioSP acredita que a venda do comércio terá o pior desempenho de sua história. A entidade não espera uma recuperação rápida frente à crise. “As famílias tiveram suas rendas encolhidas decorrentes das altas do desemprego e do endividamento, com a intenção de consumo drasticamente reduzida e focada apenas em produtos essenciais, como alimentos e remédios, tal como ocorreu na recessão de 2015/2016”, avalia.

Além de perdas nas vendas, a expectativa é que a estrutura do comércio varejista também fique debilitada, com quadro reduzido de funcionários, endividamento, baixa liquidez e níveis de estoques inadequados.

A Fecomercio orienta que os empreendedores busquem alternativas para manter a liquidez e o fluxo de caixa, com rigor para evitar endividamento e excesso. “Recomenda-se fazer um levantamento de estoque, diminuir a margem de lucro e realizar promoções”, sugere.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.

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