Ford Ranger XLT ajuda a elevar o perfil de vendas da linha

Como a ideia é seduzir os consumidores mais abastados, a versão XLT tem todos os recursos de luxo disponíveis nos rivais


Foto: Eduardo Rocha - CZN
Versão XLT tem todos os recursos de luxo disponíveis nos rivais

Desde que foi renovada, em junho último, a Ranger vem cumprindo o destino desenhado pela Ford. O refinamento do design e a inserção de recursos tecnológicos mais modernos acabaram ajudando a picape a formar uma imagem moderna e elegante. Tanto que o perfil de vendas da Ranger mudou nestes últimos três meses. As versões de topo, como a XLT e Limited, estão ganhando maior participação neste subsegmento, que representa 55% das vendas de picape.

O carro, inclusive, ultrapassou a Chevrolet S10 neste subsegmento e ficou apenas atrás da “invencível” Toyota Hilux. Mas embora a versão Limited tenha fundamental importância nesta nova imagem, por conta dos recursos de condução autônoma nível 2, como frenagem automática e monitor de faixa, é a XLT, que custa R$ 172.790, que acaba sendo levada para casa, por conta do melhor custo/benefício. O degrau entre as duas é de um valor de R$ 14 mil.

As mudanças na parte visual da Ranger foram bastante sutis. A moldura da grade agora envolve apenas a área de tomada de ar – antes ela avançava pelo para-choque. Com isso, o para-choque também foi redesenhado, com a parte central mais protuberante e faróis de neblina quadrados.

No centro da grade, agora duas barras cromadas servem de suporte para a logomarca da Ford ao centro. Não chegou a mudar a cara da picape, mas a deixou mais moderna e marcou esta nova fase do modelo.

Foto: Eduardo Rocha - CZN
Mudanças na parte visual da Ranger foram bastante sutis montadora quer aumentar vendas

Já o novo posicionamento da Ranger, no entanto, apenas acrescentou vendas – a média subiu de 1.700 para 2.100 unidades por mês. Estas vendas não vieram nem de Hilux, nem de S10, mas da Mitsubishi L200. Tanto que manteve a participação no segmento intermediário.

Mas como a ideia é seduzir os consumidores mais abastados, a versão XLT tem todos os recursos de luxo disponíveis nos rivais, como sistema multimídia Sync 3 com tela de 8 polegadas e GP interno, ar-condicionado de duas zonas, retrovisor eletrocrômico, direção elétrica, sensores de luminosidade e de chuva, estribos laterais, detalhes externos cromados, espelhos rebatíveis eletricamente e rodas de liga leve aro 18.

SEGURANÇA. Toda a linha Ranger já traz diversos recursos de segurança, já a partir da versão XLS 4X4. Casos dos controles de estabilidade, de tração e de descida, assistência de partida em rampa, sistema anticapotamento, controle adaptativo de carga e sete airbags. Além de alarme, câmera de ré, sensor traseiro, faróis de neblina e limitador de velocidade.

O Duratorq 3.2 é outro trunfo da versão XLT. Ele rende 200 cv de potência com torque de 48 kgfm, entre 1.750 e 2.500 rpm. Segundo a Ford, com o propulsor 3.2 com câmbio automático, a Ranger faz 8,6 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada, enquanto o zero a 100 km/h é cumprido em 11,6 segundos e a máxima chega a 180 km/h.

Primeiras impressões

Foto: Eduardo Rocha - CZN
Toda a linha Ranger já traz diversos recursos de segurança, já a partir da versão XLS 4X4

A Ford Ranger é um carro agradável de conviver. Ainda mais nas versões superiores, em que o motor diesel 3.2 de 200 cv fala alto. Arracandas e retomadas, pressurizadas pelo turbo, são feitas de forma vigorosa, sem maiores esforços. As mais de 2 toneladas do veículo se animam com facilidade por conta do motor. Como se trata de um propulsor diesel de baixa rotação, as marchas são curtas e as velocidades não chegam a impressionar.

Mas na hora de enfrentar obstáculos a boa cilindrada dá conta de oferecer o torque necessário em baixos giros. Como utilitário, a Ranger é bem convincente. O interior, por sua vez, é muito espaçoso. Ele recebe bem até cinco passageiros – embora esta ocupação não seja indicada para trajetos longos. A suspensão tanto controla a carroceria quanto filtra imperfeições. Mesmo em trechos de terra, ela mostrou capacidade de poupar os passageiros. Embora não traga luxo, a picape possui comportamento dinâmico com equilíbrio incomum para este gênero.

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