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Casa

Dicas para criar o seu jardim vertical

Home office fez com que muitos investissem em plantas para a casa, numa tentativa de aproximação com a natureza

Por Ana Lourenço / Agência Estado

16 mar 2021 às 07:39

Além de melhorar a qualidade do ar, reduzir o estresse, ajudar na concentração e alegrar o espaço, o contato com a vegetação também pode servir como barreira sonora contra ruídos de baixa frequência, especialmente quando posicionada como jardim vertical.

A técnica pode ser aplicada em qualquer parede da casa, incluindo espaços pequenos. Aliás, é exatamente o local escolhido que determinará o melhor sistema a ser utilizado.

Jardins verticais – Foto: Pinterest

Para ambientes fechados, sem incidência de luz solar e com ar condicionado, por exemplo, são recomendados os jardins permanentes, feitos com plantas artificiais, ou os preservados, feitos com folhas naturais desidratadas e pigmentadas.

Ambos os sistemas não precisam de nenhuma manutenção e têm fácil instalação, com placas prontas que devem ser fixadas na parede com pregos. Ao instalar, certifique-se de que todas as folhas estejam bem abertas para um ar mais realista.

Preparo do jardim – Foto: Pinterest

Preparo do jardim
Antes de mais nada, observe o local da casa que será destinado ao jardim. A partir da luz solar e ventilação, escolha os tipos de plantas a serem comprados. Para espaços com exposição direta ao sol, o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, da Ecotelhados, recomenda aspargos, lambari roxo e dólar. Já para a sombra, jiboia, peperomia e samambaias.
“É interessante também conhecer o ciclo de vida da planta para não achar que tem algo de errado com ela, mas entender que ela está dormente durante o inverno e vai voltar a crescer de novo na primavera, por exemplo”, diz João.

Jardins Verticais – Foto: Pinterest

Sistema de irrigação
Depois de escolhido o local, é preciso optar pelo tipo de sistema: mantas ou grades. Para ambas recomenda-se a impermeabilização da parede, especialmente se existir um sistema de irrigação automatizado. “As plantas vão ficar juntinhas uma das outras, então às vezes você pode molhar o vaso e esquecer do outro, ou colocar mais água do que o necessário. As que mais sofrem são as plantas que estão acima do seu olhar, que exigem uma escada para serem cuidadas”, alerta a paisagista Nãna Guimarães.

Um jardim vertical pode chegar a ter mais de cem vasos, a depender do tamanho da parede – Foto: Pinterest

Um jardim vertical pode chegar a ter mais de cem vasos, a depender do tamanho da parede. Para se ter uma ideia, em um metro quadrado, costumam ser utilizados nove vasos. Assim, o sistema automatizado pode facilitar a rega e manter as plantas em bom estado durante uma viagem, por exemplo. Para regas manuais, prefira horários matinais. “As plantas também adormecem Regando de manhã ela tem o dia inteiro para usar essa água, evaporar e dormir com as raízes secas”, explica Nãna.

Montagem e instalação – Foto: Pinterest

Montagem e instalação
A instalação é parecida nos dois sistemas, basta adquirir o tipo de sustentação da sua preferência – manta, treliça de madeira ou painel de ferro – e instalar na parede com a ajuda de parafusos e furadeira. Na internet, os preços variam entre R$ 50 e R$ 200. Para as duas últimas opções, é necessário também adquirir vasinhos de plástico para sustentar as plantas, que custam em média R$ 3 cada um. A quantidade de vasos usados deve ser definida pelos moradores. Certifique-se de que eles tenham furos na parte de baixo para o escoamento da água.

Em sistemas com madeira, fixe os vasos com pregos. Já nas grades de ferro, isso pode ser feito com a ajuda de amarradeiras de nylon ou ganchos. Para isso, é preciso, na maioria das vezes, fazer furos nos lados direito e esquerdo da parte traseira do vaso para permitir a passagem dos sustentadores.

Um segredo para a beleza dos jardins verticais é a camuflagem de seus elementos, por isso, opte por todos da mesma cor ou pinte-os.

Com a base pronta, chega a hora de decorar. Antes de posicionar os vasos, no entanto, prepare-os com uma camada de argila expandida, uma manta de drenagem e outra de terra adubada. Deixe dois dedos entre a borda e a superfície. Comece colocando-os de cima para baixo, em uma sequência ziguezague para que as folhas de uma espécie “escondam” o vaso da outra. É indicado que entre elas tenha um espaçamento de 10 cm.

A manutenção é essencial, pois com o tempo as folhas crescem e podem fazer sombras nas que estão abaixo – Foto: Pinterest

Na última fileira, deixe os vasos entre 20 a 30 centímetros acima do piso. “Boas plantas para essa fileira são samambaias, polypodium, filodendros e cistus. Plantas que são menos sensíveis e com folhas mais largas”, indica Nãna.

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