Uso da Ibogaína e seus efeitos

Tratamento com planta de origem africana tem mostrado resultados positivos para quem sofre com dependência química


A dependência química é uma doença que traz sérios riscos para o dependente e também para sua família. O uso contínuo de drogas pode destruir a vida de quem usa e também afetar diretamente seus familiares.

Ao ver um ente querido em uma situação de dependência, surgem muitas preocupações. Até mesmo o momento de escolher o tratamento certo poder ser uma dúvida frequente.

Foto: Divulgação
Ibogaína, tem proporcionado ótimos resultados para quem sofre com a dependência química

Em meio a tantas possibilidades de tratamento e tentativas de recuperação sem sucesso, um tratamento realizado à base de uma planta, a Ibogaína, tem proporcionado ótimos resultados para quem sofre com a dependência química.

Experiências realizadas obtiveram resultados positivos em 61% dos pacientes, enquanto em tratamentos mais comuns e conhecidos esse percentual é de apenas 30%.

Mas afinal, O que é Ibogaína? Ibogaína é uma substância extraída da raiz da Iboga (Tabernanthe Iboga), uma planta de origem africana, mais precisamente do Gabão, utilizada em rituais de iniciação pelos povos nativos Bwiti. Estima-se que a Ibogaína venha sendo usada para tratamento de problemas emocionais e psíquicos há muitos séculos.

Ela tem por função reduzir a fissura e a abstinência, sintomas bastante comuns sentidos por quem está em tratamento. Tem apresentado resultados excelentes, o que tem encorajado cada vez mais pessoas a se submeterem ao seu uso.

Um dos principais diferenciais da ibogaína é justamente a rapidez do tratamento. Enquanto a maioria dos tratamentos convencionais se arrasta por meses, mantendo os pacientes afastados do convívio social e dos seus familiares e amigos, o tratamento alternativo não precisa mais do que 5 dias.

O uso ocidental da ibogaína, especialmente sua aplicação no tratamento de transtornos por uso de substâncias, foi iniciado por Howard Lotsof.

Em 1962, Lotsof, de 19 anos, constatou acidentalmente que uma dose única de ibogaína não apenas interrompeu sua dependência fisiológica da heroína, mas também eliminou o desejo de usá-la, sem sintomas de abstinência. Lotsof passou o resto de sua vida defendendo o desenvolvimento da ibogaína como medicamento de prescrição.

Efeitos da Ibogaína

A Ibogaína é muito forte e seus efeitos surgem aproximadamente depois de 3 horas de uso. Os pacientes ficam em um estado parecido com um sonho, no qual é possível fazer uma retrospectiva da sua vida.
Um dos efeitos da Ibogaína é que ela tem a capacidade de regularizar a produção de dopamina e de serotonina. Por isso elas voltam a ser produzidas de uma forma natural e a pessoa consegue ter acesso novamente a outras fontes de prazer.

Nesse momento, abre-se um novo horizonte de possibilidades: a pessoa passa a ter consciência dos danos causados pelo uso das drogas e passa a sentir um bem-estar tanto físico como mental, estando mais consciente de si e de suas atitudes. Isso facilita com que ele pare de usar drogas.

Ao realizar o tratamento à base de Ibogaína, o paciente deve ser monitorado o tempo todo. Por isso ele deve ser feito por uma clínica de confiança e capacitada para isso.

É importante registrar que existem contraindicações. É importante a todos que desejam se submeter a esse tipo de tratamento passem por uma rigorosa avaliação médica para certificar se estão dentro das condições clínicas de receber o tratamento. Apesar de muitos relatos de sucesso de tratamento com a Ibogaína contra as drogas, sua aprovação tem sido lenta.

Em 2008 o IBTA (Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas), foi o primeiro Instituto a desenvolver o tratamento com ibogaína, tendo até 70% de recuperação (pioneiro no protocolo de 5 dias com a Iboga).
Em 2013 um estudo da Unifesp o primeiro no Brasil sobre Ibogaína atesta 70% de recuperação entre 75 dependentes químicos, entre usuários de crack, cocaína, maconha e álcool.

A ibogaína surge como uma esperança na luta contra a dependência em drogas e álcool, pois os resultados positivos conseguidos com o uso dessa substância têm chamado atenção dos cientistas que querem desvendar todos os seus segredos.

Ela tem sido conhecida como o remédio que afasta os dependentes químicos do vício, mas a comunidade científica brasileira ainda não chegou a um consenso sobre a sua atuação.

Apesar disso, não se pode fechar os olhos para resultados tão surpreendentes no combate à dependência, um problema de saúde pública que vem se arrastando por décadas.

Fonte: http://www clinicaibta.com.br

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