No calor, filtro solar é fundamental para a saúde

Veja algumas dicas de como usá-lo e aproveitar os benefícios desse aliado contra as manchas e o envelhecimento da pele


O verão começa oficialmente apenas no dia 22 de dezembro, mas a temporada de piscina, praia e cachoeira já teve início. Com ela, vem a exposição ao sol. Para piorar, no verão a incidência dos raios é quase perpendicular à superfície do Planeta – ou seja, atinge a Terra com mais intensidade.

Se o protetor solar é importante em todas as épocas do ano, no calor é essencial. A reportagem conversou com o médico Amarilho Junior, da clínica Vie Privilège, que orientou os cuidados para garantir que o sol seja fonte apenas de boas lembranças, e não de preocupações.

Foto: Adobe Stock
Pesquisas apontam que o protetor solar atinge proteção máxima nas primeiras duas horas após a sua aplicação

O profissional explicou que pesquisas recentes apontam que o protetor solar atinge proteção máxima nas primeiras duas horas após a aplicação e que depois disso ele decai. A orientação do médico é reaplicar o produto sobre a pele a cada três ou quatro horas, além de usar uma quantidade expressiva do protetor.

“Quando o paciente aplica muito pouco, aquela proteção cai muito. Às vezes para um terço. Estudos apontam que um fator 30 equivale a um 12. Esse é um dos problemas do porquê as peles mancharem tanto no verão”, afirmou Amarilho.

Circula a informação de que o fator de proteção não amplia, de fato, o efeito do produto. O médico explicou que isso não é verdade, e indicou que quanto maior o fator de proteção, menos ele vai diminuir sua ação ao longo do tempo.

“Hoje temos dado preferência para indicar acima de 50. Assim, mesmo que use uma quantidade menor, sabe que está mais protegido. Depois de duas horas tem uma queda intensa, mas se tiver um fator alto continua com uma proteção boa e fica protegido por mais tempo”, explicou o profissional.

Outra dica de Amarilho é observar se o produto possui tanto proteção FPS quanto PPD. A primeira se refere à proteção contra radiação UVB, responsável pelas queimaduras solares e câncer de pele. Já o PPD determina a proteção contra radiação UVA, que acelera envelhecimento e manchas na pele.

Além do protetor solar, o hidratante também é um forte aliado nessa época do ano. É preciso buscar produtos para seu tipo de pele e também para o verão, com fórmulas que não deixam a pele oleosa.

E AGORA?

O que fazer se você abusou do sol, não passou protetor solar suficiente e se queimou?

“Se for queimadura mais grave, deve procurar um hospital. Se foi uma exposição que deixou a pele vermelha e ardida, indico hidratar, de preferência com hidratante balme, para recuperar a pele, se hidratar bastante e evitar sol no dia seguinte”, orientou o profissional.

Perigoso para quem sofre de melasma

Essa época do ano é especialmente perigosa para quem sofre de melasma. Trata-se de uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, podendo ocorrer em diversas partes do corpo. O maior vilão dessas indesejadas manchas é o sol.

“Quem tem melasma e vai para a praia tem que andar de chapéu o tempo todo, hidratar a pele, usar água termal e muito filtro solar. Tem que aplicar o protetor meia hora antes de se expor ao sol, e reaplicar de preferência com a pele seca. Se está úmida ou suada, não adere direito”, explicou o médico Amarilho Junior,.

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