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Revista Pet

Histórias de amizade

Os pets e seus donos protagonizam relações duradouras, marcadas por laços de afeto e amor

Por Isabella Holouka

07 jul 2020 às 07:43 • Última atualização 15 jul 2020 às 10:57

O companheirismo e o amor puro dos animais é o que geralmente os transforma em verdadeiros membros da família. Não é à toa que as relações entre humanos e seus pets já inspiraram tantas histórias, em incontáveis livros e filmes.

Eles chegam de mansinho em nossas vidas, muitas vezes quando ainda são filhotes, e participam ativamente da construção das nossas histórias.

Muitas pessoas têm a sorte de encontrá-los ainda na infância ou na juventude. Os pets continuam presentes nos momentos mais importantes, de casamento a viagem.

Também nos ajudam a segurar a barra quando passamos por momentos difíceis. Sofremos quando eles dão os primeiros sinais de que vão embora e depois guardamos doces lembranças de suas companhias. Garimpamos algumas dessas histórias.

Juntos até no casamento

O casal Renan e Larissa Frias, de Nova Odessa, sempre foi apaixonado pelos cãezinhos de estimação. Tanto, que quando se casaram em 2017, fizeram questão de que eles participassem da cerimônia.

Renan e Larissa fizeram questão de que os cãezinhos de estimação participassem da cerimônia – Foto: Arquivo pessoal – Renato Ruffino

“A gente sempre teve cachorro, sempre gostou muito. Eles são da família, mais do que animais, são muito próximos da gente. Então porque não colocar para entrar junto?”, conta o industriário.

E assim as vira-latas Kiki e Muriel, a poodle Penélope e a maltês Ashely foram incluídas na celebração, roubando a cena e rendendo elogios pela fofura.

“Desde o começo do planejamento do casamento pensávamos em alguma forma de incluí-los, afinal, são parte da nossa família. Foi mágico vê-las sentadinhas, hora no colo de alguém da família, hora no mini berço que deixamos para elas. A cada riso, elas davam latidinhos. Quando eu chorei de emoção, a Muri quis vir perto para me ‘consolar’. Elas são nossas filhas, não poderia ter sido diferente”, recorda emocionada Larissa.

Publicitária conta que a decisão de adotar os gatos veio um pouquinho antes de ela se casar – Foto: Arquivo pessoal

Juntos em qualquer lugar do mundo

Os gatos Lisa e Hug entraram na vida da publicitária Samea Formaggio para ficar. Ela conta que a decisão de adotá-los veio um pouquinho antes de ela se casar, há cerca de 6 anos.

O casal precisou se mudar para o exterior, por conta do trabalho, mas nem cogitou deixar os bichinhos para trás. Enfrentaram meses de burocracia para levá-los para Londres, na Inglaterra, e depois para São Francisco, nos Estados Unidos.

“Eles ficaram em quarentena, a gente teve que levar o sangue deles para análise em São Paulo, o processo todo demorou 4 meses. Meu marido precisava ir antes, então ficou 2 meses em Londres sozinho, para que eu ficasse com os gatos durante essa quarentena”, relata ela.

Após isolamento, exames, cartas de veterinários e instalação de microchip, os bichanos puderam acompanhar seus donos na nova empreitada e foram essenciais nos períodos de adaptação.

“Valeu a pena, nós nem pensamos na possibilidade de deixa-los. Eles foram bastante importantes pra mim. Meu marido passava o dia todo fora no trabalho, então eles eram minha única companhia”.

Sileide e eles

O amor pelos animais fez a publicitária americanense Sileide Innocenti procurar um trabalho voluntário ligado a eles. Há cerca de três anos, ela começou a participar de um projeto que envolve levar os cães do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Americana para passear, e é promovido pela ONG APAASFA (Associação Protetora dos Animais de Americana São Francisco de Assis).

Sileide participa de um projeto que envolve levar os cães do CCZ de Americana para passear – Foto: Arquivo Pessoal

Conforme se envolvia com o trabalho, Sileide sentia necessidade de ajudar os cães a encontrarem famílias dispostas à adoção, e assim surgiu a ideia de criar o Instagram @adocaoccz, bem como as feiras, promovidas em parceria com um petshop da cidade.

“Conseguimos adoção para cães idosos, com três patas, cegos. Cães que provavelmente passariam a vida toda no CCZ, só esperando, porque é muito difícil alguém se interessar por um cachorrinho com essas características. Quando você vê que pode mudar a vida deles, quando recebe foto da casa nova, dele dormindo na cama, dele coberto, dele brincando feliz, com rabinho abanando, não tem preço”.

Imagem de Thiago e Spocky viralizou na internet – Foto: Arquivo Pessoal

Quase 20 anos com Spocky

Spocky viralizou no seu último aniversário. O cão do jornalista Thiago Gomes Rodrigues ganhou bolo canino com velas e alcançou dezenas de milhares de pessoas na internet com uma legenda simples: ‘Sabe o que ele precisou para chegar aos 19 anos? AMOR’.

Cerca de um ano depois, Thiago precisou sacrificar Spocky.

“Estive com ele desde o início da vida dele, praticamente, e quis ficar até o final. Agradeci pelos momentos, para ele descansar. Quando o coraçãozinho para de bater, dói muito na gente. Mas depois percebemos que foi melhor. Ele estava sofrendo”.

Spocky chegou quando Thiago tinha 12 anos, na mesma época em que a família se mudou da capital para Nova Odessa. Depois vieram ainda os cães Átila e Pipoca. Mas a lembrança de Spocky, 6 meses depois de partir, emociona.

“Ele era rueiro, não podia ver portão aberto que queria sair. Era muito esperto. Uma vez chegamos do mercado e deixamos um pacote de presunto em cima da mesa. Ele pegou e escondeu o pacote na casinha e encontramos muito depois, só os papéis roídos”.

Porções de Pitchu

Quando a gatinha de 14 anos Pitchu adoeceu, a americanense Karina Resende ficou aflita com a possibilidade de perdê-la. Seguindo os conselhos de amigos, decidiu adotar uma cadela. A ideia não era substituir a gata, mas fortalecer a sua lembrança.

Karina Resende e a chow-chow Monalisa – Foto: Arquivo pessoal

“Eu estava estacionando no Mercadão quando eu vi a Monalisa e o irmãozinho dela, e ali foi o encontro de almas. Eu olhei para ela e ela olhou para mim. A partir do momento em que eu peguei ela no colo, ali ela ficou. Eu só sentia o coração dela e o olhar, que entrava dentro de mim”, conta, recordando a cena de 12 anos atrás.

Pitchu e Monalisa, uma chow-chow, conviveram por 2 anos. A gata tinha a mania de querer comer a ração da cachorra, que bolou uma estratégia: abocanhava uma porção e colocava no chão, assim as duas comiam juntas e sem brigar.

“A Pitchu foi embora, e até hoje a Monalisa faz isso. Então, eu chego em casa e sei quantas refeições a Monalisa fez, porque ela deixa as porçõezinhas da Pitchu. E a Pitchu está sempre com a gente”.

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