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Pet

Gato vomitando não é normal, mesmo que seja bola de pelo 

Médica veterinária explica causas, doenças associadas e como evitar o problema

Por Stela Pires

15 de abril de 2024, às 08h37

A tricobezoar, as conhecidas bolas de pelos, são visitantes indesejáveis aos tutores de gatos. Mesmo não sendo bem-vindas, há o senso comum de que elas são normais para os felinos. No entanto, as bolas de pelos não deveriam ser frequentes e muito menos consideradas banais. 

Esses “bolos” são formados durante o “banho do gato”, que consiste na lambedura das partes do corpo. É durante esse processo que o bichano acaba engolindo alguns pelos que, quando juntos no sistema digestivo, provoca desconforto. 

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Para sanar o incômodo, os felinos buscam expelir a bola de pelo e acabam vomitando. “Mas nem sempre podemos ignorar o vômito da bola de pelos”, alertou a médica veterinária Joyce Magalhães, professora da Faculdade de Americana e especialista em medicina integrativa. 

A escovação diária dos pelos ajuda a evitar as bolas de pelo – Foto: Adobe Stock

Ela aponta que a frequência é um fator preocupante, já que elas podem provocar outros sintomas, como a diarreia ou a prisão de ventre, devido aos pelos que ficam presos no intestino. “Isso vai mudar o funcionamento e a microbiota intestinal, e esse gatinho precisa ser avaliado”, disse.

Desta forma, um gato que vomita pelos toda semana, ou várias vezes na semana, ou até mesmo todos os dias, provavelmente apresenta alguma condição de base que justifique a náusea.

“O gato pode vomitar por diversas causas e entender o que está acontecendo vai indicar os próximos passos. Se ele vomita em ocasiões aleatórias, a causa pode ser ingestão de bolas de pelo”. As causas dos vômitos podem ser inúmeras, desde intolerância alimentar, envenenamento e câncer.

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Porém, se o vômito está frequente, é importante levar ao veterinário o mais rápido possível para uma avaliação mais criteriosa do que está realmente acontecendo. A veterinária aponta que a frequência pode levar, inclusive, a uma desidratação.

Na consulta, o exame clínico será realizado para definir o próximo passo, assim como os exames que serão solicitados. Joyce explica que tudo irá depender do quadro do paciente, mas é possível a solicitação de exames de sangue, como hemograma; função renal e hepática; e um ultrassom.

Meios de prevenção 

“Em relação aos gatos serem mais propensos a vômitos, a única coisa que podemos fazer é o manejo, ofertar pasta”, orientou a veterinária. A escovação diária dos pelos do gato é a prioridade, caso o problema esteja associado a bolas.

Algumas dicas de Joyce para ajudar em um melhor funcionamento do trato gastrointestinal do gato são a oferta de alimentação de qualidade e sachês. Ela também orienta que os tutores não deixem a comida à vontade, e sim coloque porções ao longo do dia, evitando que o alimento fermente, perca propriedades nutritivas importantes, sabor e crocância.

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Também é possível ofertar diferentes gramas, como a Valeriana, Malta ou Nepeta Cataria, que auxiliarão na melhora do trânsito intestinal do felino.

“A prevenção do vômito, na verdade, é um conjunto de cuidados com a saúde com esse animal”, disse a médica. É importante que os animais tenham uma dieta de qualidade e uma rotina, além de ter enriquecimento ambiental. 

Os tutores também devem preparar um ambiente que não seja estressante e manter as visitas de check-up e para vacinação em dia. “A medida na verdade é uma medida preventiva para a saúde do animal como um todo, não só para o vômito”, finalizou.

QUADRO: Possíveis causas de vômito

  • intolerância ou alergia alimentar
  • envenenamento ou ingestão de toxinas bacterianas ou fúngica
  • doença inflamatória intestinal felina
  • pancreatite
  • doença renal crônica
  • diabetes mellitus
  • lipidose hepática felina
  • doenças infecciosas (bactérias, fungos e vírus) 
  • parasitas 
  • alguns tipos de câncer

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