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ANIMAIS DOMÉSTICOS

Desmistificando o mito: porque pets não devem ser presente para crianças

A inclusão de um pet na família demanda um planejamento detalhado

Por Redação

19 de fevereiro de 2024, às 11h26

Decisão vai impactar toda a rotina familiar que os acompanhará por muitos anos, explica médica veterinária - Foto: Adobe Stock

É natural que crianças sonhem em ter um gato ou cão como companheiro para as brincadeiras diárias. A interação humano-animal proporciona inúmeros benefícios para a saúde e bem-estar, e essa relação é encorajada, mas presentear com um pet não é o recomendado pelos médicos veterinários.

A decisão deve ser bem pensada e tomada de forma responsável para garantir que as necessidades dos animais sejam atendidas, por isso a escolha de ter um pet em casa exige um planejamento familiar prévio. 

Dedicar tempo para proporcionar uma rotina saudável ao pet e arcar com as despesas para os cuidados com a sua saúde fazem parte da guarda-responsável.

“É fundamental entender o momento atual da família, e avaliar previamente se ela está preparada para atender às necessidades de um novo membro que os acompanhará por muitos anos”, disse a médica veterinária Priscila Rizelo, coordenadora de comunicação científica da Royal Canin Brasil.

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Ela aponta que fazer um planejamento, conversar com todos os familiares e buscar orientação de um médico veterinário, são fatores essenciais para considerar antes de receber um novo gato ou cão em casa. 

“Por isso, recomendamos os pets não serem presentes, mas sim, uma decisão planejada, pois impactará a rotina familiar por muitos anos”, explicou. Para auxiliar na preparação da casa e família visando o bem-estar do animal, a empresa separou pontos a serem considerados antes de acolher um pet. Confira!

“Minha família está preparada para ter um pet?”

Esse é o primeiro ponto a ser considerado, pois muitas pessoas desejam ter a companhia de um pet, mas podem não estar completamente preparadas para incorporar os cuidados necessários em sua rotina diária. É fundamental ter em mente que um animal de estimação terá uma vida longa e exigirá mais do que simples cuidados básicos. 

Estabelecer uma rotina de brincadeiras e interações é crucial para garantir o bem-estar do animal, bem como, cuidados regulares de saúde. Mesmo que o pet seja destinado à criança, a responsabilidade sempre recai sobre o adulto, um aspecto que não deve ser negligenciado.

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Conheça o perfil do pet

Gatos e cães são diferentes. Seu tamanho, idade, níveis de energia e temperamentos podem afetar a dinâmica familiar. É importante conhecer mais sobre as características de cada um para fazer uma escolha com base no cotidiano e na realidade do núcleo familiar, assim, a chegada do novo membro será mais consciente e cheia de amor. 

Consultar um médico veterinário é um recurso-chave e uma fonte de informação confiável. Eles podem, até mesmo, recomendar criadores, ONGs e abrigos de animais resgatados que sigam diretrizes de bem-estar responsáveis.

Faça um planejamento financeiro

O orçamento dedicado ao novo membro da família precisa atender às emergências médicas e as despesas de rotina como, por exemplo, alimentos, brinquedos, vacinas, visitas de check-up ao médico veterinário, bem como higiene e outros cuidados necessários.

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Defina quem cuidará do pet em caso de ausência

Importante pesquisar por potenciais pet sitters e dog walkers (se necessário) para atender as necessidades do pet em casos de ausência temporária. Assim, o animal continua recebendo os cuidados essenciais que precisa, como alimentação, exercícios, adestramento e brincadeiras.

Cuidados com a alimentação e o bem-estar

A alimentação adequada desde o início da vida do pet contribui para sua saúde e longevidade. Além disso, os animais de estimação precisam de amor e atenção, mas eles também precisam aprender. 

Ensinar seu gato ou cão requer paciência, dedicação e persistência. Para isso, o adestramento e o enriquecimento ambiental também contribuem para questões comportamentais.

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