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Gastronomia

‘Festival do Café’ em Serra Negra apresenta os cafés de alta qualidade produzidos na região

De visitas guiadas às fazendas até lugares charmosos para degustar o “queridinho” dos brasileiros, o Circuito das Águas Paulista é um bom destino para experiências turísticas com café

Por Confraria da Informação

21 de maio de 2024, às 14h04 • Última atualização em 21 de maio de 2024, às 14h05

Quem visitar o festival vai conhecer de perto esse universo dos cafés do Circuito das Águas Paulista, seus produtores - Foto: Divulgação

De 24 a 26 de maio, Serra Negra, interior de SP, realiza um grande evento de valorização dos cafés especiais da região, o 3º Festival do Café, organizado pela Prefeitura de Serra Negra, Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap) e Visite Serra Negra, como parte do Festival do Café e da Cachaça do Circuito das Águas Paulista.

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Com características genuínas, o café da região vem se destacando entre os cafés especiais do Brasil, principalmente por sua doçura extra, o que gera a brincadeira que já foi adoçado no pé, e tem conquistado prêmios nos principais concursos do país.

O Festival do Café, já em sua terceira edição, tem como objetivo principal divulgar os cafés especiais do Circuito das Águas Paulista, sua evolução nos últimos anos, ensinar o público a tomar e degustar cafés de qualidade, deixando aos poucos o café “extra forte” para dar lugar a um novo aprendizado. Bem como tornar o produto reconhecido por suas características e propriedades únicas, o que tem sido tema de pesquisas científicas e deu início a um processo para obter indicação geográfica – IG do Café do Circuito das Águas Paulista.

Essa classificação é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e mostra, sobretudo, que um local ou região tem reputação por produzir um determinado produto, cuja tipicidade e notoriedade ganharam fama. A tradição, o modo de fazer e as características naturais do ambiente influenciam na qualidade final. Mais conhecida no mundo do vinho, a Indicação Geográfica (IG) é um selo que reconhece uma área de vinha determinada, dentro de um país e pela sua qualidade diferenciada, é o caso, por exemplo do “Vinho do Porto”, de Portugal e da “Champagne”, da região de Champagne, na França. A indicação geográfica é um processo que reúne várias contribuições, sendo um reconhecimento nacional e internacional, de que aquele produto é único e possui características únicas.

O café é sem dúvida um dos produtos identitários de Serra Negra, ligado a história de formação da cidade, e que avança cada vez mais como produto Premium. Na última década, o Circuito das Águas Paulista notadamente migrou do café de commodity para o café especial, impulsionado também pelo movimento mundial da segunda e terceira ondas do café. A decisão tem dado bons frutos e já desdobra em cafés premiados, de altíssima qualidade para o consumidor, melhor rentabilidade para os produtores, sustentabilidade para um café de montanha, com características de topografia e relevo e no desenvolvimento de produtos associados, um deles é o turismo de experiência, que incrementa a produção agrícola e valoriza ainda mais o café da região.

Quem visitar o festival vai conhecer de perto esse universo dos cafés do Circuito das Águas Paulista, seus produtores, a maioria associados à Acecap – Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista, que foi criada em 2018 para unir esforços dos produtores em busca de mais qualidade do café e promover essa riqueza do café especial produzido na região, e por meio do festival, promover e oferecer essa experiência para conhecer o produto.

De acordo com dados da Acecap, a região reúne hoje 1.800 produtores, com 7 mil hectares de plantação de café, colheita média de 192 mil sacas de 60 quilos, cuja produtividade chega a 30 sacas por hectare. O resultado vem em sua maioria de pequenas e médias propriedades, muitas vezes lideradas por mulheres cafeeiras, com até 50 hectares de produção, o que resulta em um café de produção familiar, muito bem cuidado em todas as suas etapas e com muita tradição, passada de geração em geração, alguns chegando à quinta ou sexta geração, especialmente de imigrantes italianos que se instalaram nas fazendas de café da região no século XIX. Há também uma nova onda de cafeicultores, que vieram à região atraídos pela qualidade de vida, vocação agrícola e características produtivas.

De visitas guiadas às fazendas até lugares charmosos para degustar o “queridinho” dos brasileiros, o Circuito das Águas Paulista é um bom destino para experiências turísticas com café.

A região é apontada como ideal para o cultivo do produto, por conta do solo e altitude, melhoramento de variedades advindo das pesquisas do IAC – Instituto Agronômico, além de amplitude térmica com diferentes temperaturas (calor de dia e frio à noite) dentro de uma estabilidade equilibrada, que valoriza a maturação da fruta e resulta na principal característica do Café do Circuito da Águas Paulista, a doçura acentuada e marcante. “Diferente de qualquer região do Brasil, nosso café tem uma doçura aguçada, que se brinca por aqui que o açúcar é colocado no pé de café”, explica a presidente da Acecap, Silvia Fonte, que é proprietária do Sítio São Roque e se dedica a expansão do café orgânico entre os cafés especiais, tendência também em alta na região.

De acordo com o barista e mestre em torra, Fernando Gomes Moreira, que atua com os cafés da região há 9 anos e acompanha toda essa evolução, o Circuito das Águas Paulista tem clima e altitude favoráveis à produção de um café privilegiado, que chega ao auge de suas características com o desenvolvimento do cultivo de cafés especiais na região, com esse movimento de transição por um café de maior qualidade. De acordo com estudiosos, a soma do terroir da região e a elevação do nível do mar são fatores diferenciais e que se destacam na qualidade do café do Circuito das Águas Paulista, o que provoca nuances únicas à xícara.

Dentre outras características, o preenchimento de boca, que resulta em um café extremamente aveludado, com acidez de frutas amarelas, notas de frutas secas, nozes, caramelo e chocolate, às vezes, floral, sabores e características mais encontradas no café do Circuito das Águas Paulista.

No Festival do Café será possível conhecer e experimentar os cafés produzidos na região, conhecer os produtores, além de diferentes preparos da bebida, venda de produtos e atrações musicais todos os dias. O evento apresenta ainda diversos produtos locais, como licores, vinhos, cervejas, chocolates, quitutes, guloseimas, bolos, doces, lanches, entre outros.

Segundo a Acecap, a ideia de realização do Festival do Café é utilizá-lo como instrumento de divulgação e sensibilização sobre a potência dos cafés especiais com selo Circuito das Águas Paulista tanto para turistas, quanto moradores e comércios locais, fortalecendo o objetivo maior da Indicação Geográfica de agregar valor à produção de café, aumentar a renda, alcançar novos mercados, se diferenciar e ser mais competitivos no âmbito nacional e internacional, pois isso irá gerar benefícios para diversos elos da cadeia produtiva, bem como para todo o trade turístico (geração de emprego e renda local, aumento de atrativos turísticos, valorização da tradição e história da região, movimentação de negócios locais e da economia, aumento da margem de lucro do produtor e das empresas, reconhecimento da região como origem produtora, entre outros.

O Festival do Café do Circuito das Águas Paulista é uma realização em conjunto da Prefeitura de Serra Negra, Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), Agência de Desenvolvimento Circuito das Águas Paulista (Adecap) conta com apoio do Sindicato Rural de Serra Negra, Sebrae, Instituto Federal São Paulo, Associação dos Hotéis de Serra Negra e Comtur de Serra Negra, e patrocínio da Água Eco Leve e Sicoob Credinter.

Serviço: Festival do Café do Circuito das Águas Paulista

  • Local: Av. Deputado Campos Vergal, atrás do Palácio das Águas, em Serra negra
  • Quando: de 24 a 26 de maio, de sexta a domingo
  • Sexta feira: das 16h às 20h, com apresentações musicais na programação
  • Sábado: das 9h às 20h, com diversas apresentações musicais
  • Domingo: das 9h às 18 horas, com diversas apresentações musicais

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