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Decoração

Móveis com história: como escolher, preservar e restaurar

Saiba como incluir as peças na decoração sem deixar os ambientes ultrapassados

Por Redação

06 set 2021 às 10:54

Os móveis antigos nos remetem ao estilo e memórias de tempos passados. E essas referências são sim muito valiosas! Bem aplicados, despontam sofisticação e ares contemporâneos para o décor, conforme essa varanda assinada pela arquiteta Isabella Nalon, que escolheu uma cristaleira e um aparador com essas características

Presentes em diversas residências no Brasil e no mundo, os móveis antigos agregam, com muita classe, o estilo vintage na decoração dos lares – Foto: Julia Herman

Presentes em diversas residências no Brasil e no mundo, os móveis antigos agregam, com muita classe, o estilo vintage na decoração dos lares. Muito bem-vindos nos mais diversos estilos decorativos, são ótimos para criar um contraste com o contemporâneo, dando uma outra cara para o ambiente onde está inserido e contribuindo para a sofisticação. Além disso, junto com a função de integrar o décor, tornam-se únicos e são carregados de histórias, passadas de geração em geração, transmitindo um significado especial para moradores.

“Eu adoro mesclar peças novas com antigas e o segredo está no equilíbrio. Escolha um elemento de destaque: uma poltrona, um carrinho de chá ou uma mesa de centro.  Às vezes é necessário reformá-los: trocar o tecido ou lustrar a madeira, mas sempre vale a pena” comenta a arquiteta Isabella Nalon, que em seus projetos têm o apreço de incorporar mobiliários de época para constituir a arquitetura de interiores das residências. Segundo ela, o diferencial está na riqueza dos detalhes do design, que propicia mais personalidade à peça.

Cuidados

Para manter sua eternidade, os móveis antigos demandam os mesmos cuidados que os novos. A rotina de limpeza, com produtos específicos para madeira, estofado, couro e metal deve ser frequente.

Os móveis antigos podem fazer parte da decoração junto com peças atuais. Isabella Nalon sugere o equilíbrio, pois muitos itens do passado podem lançar a sensação de um décor obsoleto – Foto: Julia Herman

Móveis antigos nos projetos

Os móveis vintage são adequados para quaisquer cômodos – tanto na parte interna das residências, como também do lado de fora. Como exemplo, a arquiteta Isabella Nalon relata a varanda de um apartamento que realizou: com a proposta de inserir uma atmosfera rústica, o mobiliário de época, combinado com o frigobar retrô, trouxe uma ambiência gostosa. “Nesse projeto em especial, inserimos de maneira pontual vários móveis antigos por todo apartamento, mas a varanda seguiu mais por essa proposta com a cristaleira que recebe copos e taças e o aparador. Uma fusão que ficou belíssima”, relembra.

Na busca pela medida certa, o caminho indicado pela especialista é não errar na dose. O excesso de antiguidade pode provar a sensação de antiquado e sem brilho, ao contrário do que se espera quando se investe na aquisição de um mobiliário com história. A recomendação é eleger peças pontuais para que se tornem verdadeiros destaques nos ambientes.

Objetos pessoais dos moradores são excelentes para o décor. No cantinho da varanda, um antigo carrinho usado pelos comissários de bordo nas aeronaves da Varig passou a ser o cantinho do bar – Foto: Julia Herman

Nessa linha de raciocínio, Isabella ressalta que o mix entre os móveis de outrora e os com design atual costuma ser a receita para aqueles que têm apreço por um lar com memórias e com a sensibilidade de quem sabe valorizar o belo e não datado. Com o amor que dedica aos projetos realizados por seu escritório, ela relata a história de um cliente em que partiu na busca por peças que, ao serem vistas, pudessem conectá-lo aos seus bons momentos de vida. “Somado ao charme, é certo que o antigo se valoriza ainda mais com o tempo. No apartamento desse morador, foi uma delícia inserir um telefone antigo de parede, bicicleta, máquina de escrever, lustres, e uma poltrona de leitura da década de 1960”, relembra a arquiteta que admite ser superfã de peças antigas.

Baixo custo e restauração

Para quem pretende decorar sem gastar muito, os móveis mais antigos são uma boa alternativa, pois peças mais antigas apresentam um valor consideravelmente menor na comparação com as novas. Lojas e brechós especializados podem ser o ponto de partida para encontrar mobiliário e outros artigos de época. “Muitos já realizam o trabalho de restauro, mantendo a beleza original do projeto. Quem se dedica a comercializar produtos antigos costuma fazer uma peneira muito bacana, contribuindo para o desejo de quem é colecionador ou está em busca de um item que toque o coração”, comenta Isabella.

A restauração é outro meio de trazer vida nova e economizar, já que há sempre alguém dispondo de um móvel antigo que não pretende mais empregar em sua casa. Mas nessa missão, se engana quem pensa que recuperar um mobiliário antigo é uma tarefa complicada. Em muitas situações, bem aplicada, uma demão de tinta ou verniz já é suficiente para dar outra cara para o móvel.

Todavia, antes de qualquer produto, lixar é a etapa que que não pode ser pulada, uma vez, se não realizada, o material antigo dificulta a aderência do polímero da tinta ou do verniz. Caso encontre imperfeições, a solução é aplicar massa para acabamentos de madeira.

Esse tipo de móvel se destaca pelos detalhes do design. Na cômoda ao lado da cama, o desenho da peça, o formato das pequenas gavetas e os puxadores evocam a personalização e exclusividade – Foto: Julia Herman

Descarte consciente

Mesmo com toda técnica, em muitas ocasiões o móvel não dispõe das condições necessárias para o restauro. Sendo assim, o meio mais adequado para o destarte é buscar pelos pontos de coleta de itens velhos ou de reciclagem comandados pelas prefeituras de cada município.

Para complementar a decoração, também é possível selecionar objetos antigos, como essa máquina de escrever – Foto: Julia Herman

Outra alternativa é acionar organizações não governamentais ligadas à causa do meio ambiente. “Muitas cobram apenas um valor simbólico para buscar o móvel no endereço indicado”, orienta Isabella.

O principal, de acordo com ela, é adotar uma conduta consciente para encontrar um destino que seja ecologicamente correto. “Como profissional e cidadã, nos entristece constatar que muitos munícipes ainda jogam o que não querem mais nas calçadas ou em terrenos. Esse é um crime para o meio ambiente e não podemos, jamais, incorrer nesse erro. A internet é uma grande aliada para buscar a melhor alternativa”, conclui.

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