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Décio Vitta

Rio Branco vende área para quitar dívidas trabalhistas

Espaço ocioso de três mil metros quadrados do estádio fica entre a esquina da Avenida Carmine Feola com a Rua Vitório Furlan

Por Rodrigo Alonso

08 jan 2020 às 08:52 • Última atualização 27 abr 2020 às 13:05

A 1ª Vara do Trabalho de Americana homologou, em dezembro, a venda de uma área verde situada nas dependências do Estádio Décio Vitta por R$ 1,7 milhão. O espaço conta com 3 mil metros quadrados e fica na esquina da Avenida Carmine Feola com a Rua Vitório Furlan.

A negociação fez parte de um processo piloto que reúne 40 ações trabalhistas contra o Rio Branco Esporte Clube. Advogado do clube, Claudio Bonaldo conta que a dívida total, acumulada antes de 2017, gira em torno de R$ 3 milhões.

Portanto, a transação concretizada pela Justiça vai saldar, pelo menos, 50% do débito. “Uma conquista importante”, declarou o advogado nesta terça-feira, em entrevista ao LIBERAL.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Lote foi comprado pela Alvorada Prado Empreendimentos Imobiliários, que vai efetuar o pagamento em 34 parcelas de R$ 50 mil

O lote foi comprado pela Alvorada Prado Empreendimentos Imobiliários, que vai fazer o pagamento em 34 parcelas de R$ 50 mil, a partir do próximo dia 30. A empresa fará os depósitos, diretamente, na 1ª Vara do Trabalho de Americana.

Claudio aponta que a parte vendida não era utilizada pelo clube. Segundo ele, o terreno do Décio Vitta tem, ao todo, 84 mil metros quadrados e ainda possui mais uma parte “ociosa”. O Rio Branco já articula a venda desse espaço junto à Justiça, de acordo com o advogado.

A expectativa de Claudio é que, com a negociação desse lote, o clube consiga saldar toda sua dívida trabalhista e, consequentemente, colocar um fim no processo piloto.

“O próximo passo é essa nova área, já indicada também na Justiça do Trabalho, para que se saldem todos os débitos trabalhistas e aí poder, realmente, ter a liberação de cotas da Federação Paulista de Futebol e tantos outros benefícios que o clube merece”, diz.

O lote vendido em dezembro chegou a ser cobiçado por outras duas empresas, que fizeram propostas de até R$ 960 mil. Para a sorte do Tigre, a Alvorada Prado Empreendimentos Imobiliários aumentou o valor para R$ 1,7 milhão.

“Essa venda de parte só acontece, justamente, para poupar outras situações, inclusive de dilapidar o patrimônio do clube em relação à Sede Náutica, que seria vendida por R$ 7,5 milhões, sendo que vale mais de R$ 20 milhões”, afirma o advogado.