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Cultura

Uma segunda chance para ‘Quanto Mais Vida, Melhor!’

Com trama inédita, novela aposta no humor e na leveza para recomeço pós-pandemia

Por Márcio Maio / TV Press

02 Dezembro 2021, às 07h17 • Última atualização 02 Dezembro 2021, às 07h18

Desde que a pandemia do novo coronavírus começou, na faixa das 19h da Globo, não houve uma estreia de novela com capítulos inéditos até o lançamento de “Quanto Mais Vida, Melhor!”. Algo que, de cara, já agrega certo valor à obra. Mas, além disso, o folhetim de Mauro Wilson tem boa dose de humor e uma trama instigante, características que podem ajudar a subir a baixa audiência registrada em seu primeiro capítulo, com média de 22 pontos em São Paulo – a menor de todas as estreias da faixa de horário na emissora.

Vladimir Brichta, caracterizado como Neném, é um jogador de futebol que se encontra no ostracismo – Foto: Divulgação

A trama principal gira em torno de quatro personagens que, por uma coincidência do destino, acabam no mesmo avião e sofrem um acidente aéreo depois que o piloto tem um infarto fulminante e morre em serviço. Eles não morrem, mas recebem uma revelação quando ficam cara a cara com a Morte, interpretada por A Maia: eles vão retomar suas vidas, mas um deles passará para outro lado no prazo de um ano. A partir daí, a ideia é que todos mudem radicalmente a própria vida, na busca pela realização de seus sonhos e pela concretização de seus amores.

Um ponto interessante foi ver que a trama parte de um período pós-pandemia. Ou seja, não há cenas de pessoas com máscaras ou praticando o isolamento social, mas as consequências da covid-19 são citadas no texto. Os quatro personagens foram bem apresentados de cara, com um primeiro capítulo dedicado principalmente a eles.

Neném, vivido por Vladimir Brichta, é um jogador de futebol que se encontra no ostracismo, mas luta para retomar a carreira. Paula, papel de Giovanna Antonelli, é a presidente da Terrare Cosméticos, uma empresária egocêntrica e autoritária que se apaixona pelo craque. Guilherme, de Mateus Solano, é um renomado médico que, mimado desde sempre pela mãe e cercado de muitos privilégios, se tornou um homem controlador e arrogante. E, por último, Flávia, interpretada por Valentina Herszage, é uma dançarina de pole dance da boate Pulp Fiction que, depois de se envolver em um assalto, se faz passar por aeromoça para não ser pega pela polícia com uma mala cheia de dólares – e é assim que ele vai parar no avião de Guilherme, sofrendo o acidente.

A inspiração no cinema ficou bem marcada nas cenas iniciais. Flávia, por exemplo, em sua primeira sequência, dançou com peruca rosa, tal como Alice, personagem de Natalie Portman em “Closer – Perto Demais”. Quando Paula chegou na própria empresa, foi inevitável associá-la à editora de moda Miranda Priestly, papel de Meryl Streep em “O Diabo Veste Prada”. A julgar pelo que se viu até agora, outras referências devem aparecer ao longo da história.

Apesar de tratar de morte, a trama é bem leve – o ideal para o horário. A novela chegou a mudar de nome, em função da pandemia. Inicialmente batizada como “A Morte Pode Esperar”, decidiu-se evitar usar a palavra “morte” no título e, assim, surgiu “Quanto Mais Vida, Melhor!” – que, aliás, tem tudo a ver com o enredo.

Mas, verdade seja dita: trata-se de um período complicado para emplacar uma história nova. Afinal, depois de tanto tempo de isolamento social, a flexibilização cada vez maior nas medidas de segurança contra a covid-19 deve tirar muitos telespectadores de casa. Principalmente com a vacinação avançando a passos largos no Brasil. E ainda mais com a proximidade do verão, que normalmente não costuma ser uma boa época para os folhetins das 19h.

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