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Ator

Juan Alba, um ator muito além do colírio

Juan Alba celebra 20 anos de carreira na pele do ardiloso Ramiro de “Amor Sem Igual”, da Record

Por TV Press

15 jul 2020 às 07:58 • Última atualização 15 jul 2020 às 16:51

Moreno, alto e com ar de galã, a questão da beleza sempre foi predominante na trajetória de Juan Alba. Aos 55 anos, o intérprete do ambicioso Ramiro, de “Amor Sem Igual”, parece estar em paz com as cobranças estéticas e artísticas, ao celebrar 20 anos de carreira em um papel de destaque a à altura da data.

“A concorrência é grande e o trabalho na televisão nunca é garantido. Estar no ar e ser lembrado para papéis legais me mostram que estou no caminho certo”, valoriza.

Natural de Campinas, mas criado em Vitória, capital do Espírito Santo, Juan começou a trabalhar cedo como modelo. Aos 16 anos, assinou um contrato com a renomada Ford Models e ganhou o mundo. Cerca de 15 anos depois, resolveu se despedir das passarelas e investir na televisão.

Após trabalhar como repórter na Bandeirantes, passou em um teste para a clássica “Terra Nostra”, de 1999, e foi descoberto pelo Brasil na pele do cocheiro Josué. “Tudo nesse projeto deu muito certo. Fiquei feliz com a repercussão, mas sabia que tinha de estudar muito e ganhar repertório. Foquei no meu crescimento como ator”, conta.

Nesses 20 anos, passou por produções do SBT, Globo e Record de forma muito dinâmica. No momento, vive um período inédito de férias forçadas com a paralisação das gravações de “Amor Sem Igual” por conta da pandemia de Coronavírus. “Achei muito acertada essa decisão da Record. Sinto saudades das gravações, mas agora é hora de se preservar”, ressalta.

Nos últimos anos você tem transitado de forma tranquila por produções da Globo e da Record. Como você encara esse clima mais amigável entre emissoras concorrentes?

Juan Alba
É muito legal ver o mercado sem grandes picuinhas. Tempos atrás, você tinha de ficar meses fora do ar para voltar ao trabalho e era difícil receber convites para retornar de onde tinha saído. Hoje, os convites estão mais livres e não tem mais essa quarentena boba. É ótimo ter um contrato de prazo longo, mas também é muito bacana ter a liberdade de trabalhar onde quiser e de acordo com o projeto. As emissoras e os atores ganham com essa facilidade de fluxo.

Mas rola algum receio de ficar um longo período fora do ar?

Juan
Sempre (risos). Acho que os atores estão mais ligados em todas as oportunidades de trabalho. A concorrência aumentou, então, é muito legal quando alguém entra em contato porque pensou exatamente no seu nome para o projeto. Foi assim com “Amor Sem Igual”. Estava acompanhando a escalação e torcendo para ter um personagem, pois o projeto da trama era muito interessante.

Em que sentido?

Juan
Adorei “Topíssima” e fiquei muito feliz com a retomada das novelas contemporâneas na Record. Nada contra as novelas bíblicas, participei de “Jezabel” ano passado e foi uma experiência muito legal. Mas acredito que ter uma programação diversa é o melhor caminho para a Record. “Amor Sem Igual” é uma continuação deste processo e conta com uma equipe que já trabalhei anteriormente. Quase no final da fase de escalação, me ligaram e me falaram sobre o Ramiro. Me apaixonei pelo personagem na hora. As cenas são muito dinâmicas e divertidas.

O fato dele ser vilão ajuda?

Juan
É um ponto que o deixa mais presente na trama. Ramiro é machista, manipulador e disputa com o próprio filho, Tobias (Thiago Rodrigues), pelo posto de pior pessoa da novela. Não acredito que ele tenha qualquer chance de redenção. Mas, como um antagonista contemporâneo, é um papel de muitas camadas. Ele tem um pouco de humor e é capaz de fazer boas ações, embora não seja muito seu forte. É um trabalho que me exige bastante.

Como assim?

Juan
Além do estofo para fazer cenas boas, é um papel que me cobra fisicamente. Voltei a me exercitar fazendo corridas pouco antes de começar a gravar porque queria ter um condicionamento melhor para o papel. A cena do sequestro forjado do personagem foi uma das coisas mais divertidas e cansativas que já fiz na vida. Ele tem esse universo da correria e do tiro, fazer ação é sempre complexo, mas o resultado compensa.