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Atriz

Dira Paes destaca discussão sobre violência contra a mulher

No ar na reprise de “Fina Estampa”, Dira Paes chama a atenção para a temática da violência contra a mulher

Por TV Press

30 Maio 2020 às 08:30

A trama de “Fina Estampa”, da Globo, pode até ser uma reprise. No entanto, para Dira Paes, a edição especial da novela de Aguinaldo Silva segue mais atual do que nunca. Quando viveu a batalhadora Celeste na trama das nove, a atriz encabeçou um forte enredo sobre violência doméstica.

Dira Paes está cotada para integrar o elenco da macrossérie “O Selvagem da Ópera”, de Maria Adelaide Amaral – Foto: Nana Moraes / Divulgação

A melhor amiga da protagonista Griselda, papel de Lilia Cabral, sofria nas mãos do marido abusivo, Baltazar, vivido por Alexandre Nero. Quase 10 anos após a exibição original do folhetim, Dira viu poucos avanços positivos com relação ao tema.

E para agravar a situação, durante o período da quarenta em virtude da pandemia do Covid-19, os casos de violência contra a mulher só cresceram.

“A novela ressuscita o tema com muita atualidade. Na época da novela, era muito importante fazer campanhas estimulando a denúncia e a não cumplicidade. Claro que é muito difícil interferir em um seio familiar, mas, ao mesmo tempo, não podemos ser passivos. Infelizmente, vi que avançamos muito pouco em políticas de proteção”, lamenta.

Natural de Abaetetuba, no interior do Pará, e criada em Belém, Dira é uma das poucas atrizes que conseguem achar um equilíbrio frutífero entre a tevê e o cinema. Com uma trajetória recheada de filmes, a atriz ganhou maior repercussão na televisão ao viver a estabanada e divertida Solineuza, da série “A Diarista”.

Nas novelas, Dira ficou bastante marcada pelas mulheres fortes e de personalidade, como a Norminha, de “Caminho das Índias”, e a Lucimar, de “Salve Jorge”. Em “Fina Estampa”, a atriz experimentou uma personagem mais introspectiva.

AULAS EM CASA
A pandemia do novo coronavírus modificou a rotina de inúmeros lares. Na casa de Dira Paes, por exemplo, o dia a dia também foi alterado. Com as escolas fechadas, a atriz viu seus filhos Inácio e Martim, de 12 e 4 anos, respectivamente, começarem a frequentar aulas por videoconferência. Por isso mesmo, ela passou a auxiliar na educação dos dois.

Para Dira, o mundo vai sair bastante modificado da pandemia e, inclusive, o papel de ser mãe. A função maternal vem se atualizando com o mundo. No dia a dia, além de educar, a atriz também aprende bastante com os filhos.

“Acho que vamos ter novos valores e afetos. Eu preciso me alfabetizar digitalmente para entender esse mundo que se apresenta para os meus filhos. Quando fiz uma videoconferência, quem me colocou ‘online’ foi meu filho Inácio. Às vezes, os papéis se invertem. Ele que virou meu guardião naquela situação”, ressalta.

Tapete vermelho
Há três anos consecutivos, Dira participa da transmissão do Oscar pela Globo. Ela divide a função com a dupla Maria Beltrão e Artur Xexéo. A atriz ressalta a chance de ter um espaço dentro da tevê para falar de cinema.

“Falo sobre algo que me dá prazer e me alimenta profissionalmente. Gostei muito de participar. É uma grande responsabilidade, mas tem o prazer de estar falando e pensando sobre cinema. Eu me sinto muito afinada com este sentimento que acontece no mundo todo em torno do Oscar. Antes de eu nascer e virar atriz essa festa já acontecia. É um marco na agenda anual de quem gosta de filmes”, valoriza.

A preparação para encarar a longa cerimônia não é fácil. Geralmente, a atriz conta com mais de 50 filmes para ver e analisar. “Uma das coisas mais prazerosas é se organizar para ver os filmes selecionados. Geralmente guardo na memória o que aquela obra causou de impacto em mim e, depois, como ela se comporta num cenário de vários filmes”, aponta.