29 de novembro de 2020 Atualizado 20:56

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Fique em casa

20 livros indicados por jornalistas do LIBERAL para ler na quarentena

Entre os indicados tem aventura, suspense, romance, história, documentário, indo de clássicos e obras contemporâneas

Por Da Redação

17 Maio 2020 às 10:46

A quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) não tem sido fácil, mas a companhia de um bom livro pode ajudar a passar por esse período com mais leveza.

Jornalistas do Grupo Liberal se uniram para indicar obras que valem a pena e, com certeza, vão suavizar o isolamento social até tudo isso passar. Entre os indicados tem aventura, suspense, romance, história, documentário, indo de clássicos como “Tocaia Grande”, de Jorge Amado, a obras contemporâneas como ‘Rota 66”, do jornalista Caco Barcellos.

A companhia de um bom livro pode ajudar a passar por esse período com mais leveza – Foto: Imagem de Free-Photos por Pixabay

Indicações de Luciano Bianco, Editor de Conteúdo:
O Instituto, de Stephen King
O livro é uma mescla de teoria da conspiração com superpoderes. Crianças superdotadas são presas em uma instalação militar, onde, com seus poderes, são obrigadas a mudar o rumo do mundo. Interessados apenas nos poderes das crianças, os responsáveis pelo Instituto negligenciam a inteligência de uma delas, que pode salvar todos os internos. 
O Último Reino, de Bernard Cornwell
Livro e série televisiva mistura ficção com realidade, trazendo o relato de Uhtred, saxão sequestrado com apenas 9 anos. Já adulto, ele se encontra dividido entre seguir o estilo de vida viking, enquanto passa a servir o rei anglo-saxão Alfredo em uma série de contos e guerras entre ingleses e dinamarqueses, cristãos e pagãos, dando origem à Inglaterra.

Indicações de Marina Zanaki, Repórter de Cidades:
A Cidade e a Cidade, de China Mieville
Duas nações dividem um mesmo espaço físico, mas por razões políticas agem como se estivessem em locais diferentes geograficamente – descumprir essa ordem é crime. A situação absurda é contexto para a investigação de um assassinato, e resulta em uma ficção científica incrível.
Sobre os Ossos dos Mortos, de Olga Tokarczuk
Uma senhora excêntrica mora em uma remota região da Polônia. A idosa começa a investigar as mortes de vizinhos e encontra indícios que sugerem que animais são os autores dos crimes. O livro faz uma reflexão interessante sobre a relação entre a humanidade e a natureza.

Indicações de Talita Bristoti, Editora-assistente:
A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler ou assistir ao filme, fica a dica! O livro tem como narrador a Morte, que acompanha os passos da menina que passa a roubar livros para poder se distrair da realidade da 2ª Guerra Mundial em que vive. É uma bela história sobre amizade.
Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera
Um dos meus livros favoritos da vida! Ele conta a história de um homem que perde o rumo depois da morte do pai. Ele resolve se isolar em Garopaba, cidade de Santa Catarina, onde entra numa jornada de redescoberta da vida. O livro mexe com a gente e nos faz pensar sobre as escolhas que fazemos.

Indicações de Diego Juliani, Editor de Cidades:
Médico de Homens e de Almas, de Taylor Caldwell
O livro conta a história, de maneira romanceada, mas com detalhes históricos, de São Lucas, um dos personagens mais importantes da igreja cristã. Apresentado na Bíblia como excelente médico, o autor de um dos evangelhos e do Livro dos Atos seguiu os passos de Jesus.
Valfierno, de Martín Caparrós
Baseado na história real de um dos mais espetaculares crimes já ocorridos, o furto no Museu do Louvre em 1911, que acabou com o desaparecimento da Mona Lisa, obra de Leonardo da Vinci. Uma história intrigante sobre o principal personagem envolvido nesse contexto.

Indicações de João Colosalle, Editor-executivo:
Tocaia Grande, de Jorge Amado
Surgido após uma armadilha, um vilarejo cresce em terras nordestinas liderado por um capitão. Em sua evolução de lugar de pernoite à cidade, o sangue derramado, a marca do pecado e a memória da morte. 
Nascido Para Correr, de Christopher McDougall
Um jornalista, fã de corridas ao ar livre, narra em primeira pessoa sua ida ao México para descobrir a história dos índios considerados os melhores corredores do mundo.

Indicações de Isabella Holouka, Repórter de Cidades:
O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder
Pai e filho viajam à procura da mulher que os deixou anos antes. Então, um livro misterioso inicia uma narrativa paralela, com mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho.
Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva
Emocionante relato sobre como a mãe do autor, Eunice Paiva, se reinventou em meio à dor, após a tortura e assassinato de seu pai, o deputado Rubens Paiva, por agentes da ditadura militar brasileira.

Indicações de Rodrigo Alonso, Repórter de Esportes:
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, de J.K Rowling
No oitavo livro da saga Harry Potter, o jovem Alvo Severo, filho de Harry, quer voltar no tempo para salvar um antigo personagem da ficção. A obra é escrita em formato de roteiro de peça teatral.
Rota 66, de Caco Barcellos
A obra relata mortes obscuras ocorridas por meio de intervenções da Rota, unidade da Polícia Militar de São Paulo. Os casos foram investigados pelo jornalista Caco Barcellos, escritor do livro.

Indicações de Luciano Assis, Editor +Cult:
Metrópole à Beira-Mar, de Ruy Castro
Há pouco mais de um século, o mundo passava por uma pandemia, nascendo após ela uma nova cidade do Rio de Janeiro. Isso é o que detalhe o biógrafo Ruy Castro neste brilhante livro, que prova que a então capital brasileira era uma cidade moderna e bela, que não ficava a dever a nenhuma outra capital do mundo.
Escravidão – Volume 1, de Laurentino Gomes
O Brasil de 2020 é fruto direto dos 350 anos de escravidão. A afirmação é plenamente provada nas quase 500 páginas deste essencial primeiro livro de uma trilogia que já nasce clássica pelas mãos do historiador Laurentino Gomes. Aproveite a quarentena para lê-lo, que o segundo volume chega ainda no segundo semestre.

Indicações de André Rossi, Repórter de Cidades:
Jogador Número 1, de Ernest Cline
Sabe aquela frase clichê “o filme é bom, mas o livro é melhor?”. Ela não poderia ser mais real no caso de “Jogador Número 1”. A adaptação cinematográfica de Steven Spielberg oferece um show visual, mas o livro desperta a necessidade compulsiva de entender todas as milhares de referências dos anos 1980 que fazem da trama algo fascinante. Uma leitura divertida que vai te colocar em contato com muita coisa diferente.
It: A coisa, de Stephen King
O grande mérito das obras de Stephen King é fazer com que o leitor entenda completamente os aspectos da personalidade de seus personagens. O horror de “It: A coisa” não está necessariamente no “palhaço assassino”, e sim nas formas como o vilão “quebra” os protagonistas da história. Mais de mil páginas de um desenvolvimento absurdo de personagens que valem o seu tempo na quarentena.

Indicações de Bruno Moreira, Editor de Cidades e Coordenador de Jornalismo das rádios Você AM e FM Gold:
A Guerra: a Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil, por Bruno Paes Manso e Camila Nunes
Extremamente contemporâneo, o trabalho dos jornalistas Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias desenha, a partir da série de rebeliões em presídios do Brasil em 2018, a trajetória da facção criminosa que nasceu no sistema penitenciário de São Paulo e pavimentou uma estrutura para se espalhar pelo País e vizinhos da América do Sul.
A Mulher do Próximo, de Gay Talese
Tido como chocante quando lançado em 1980, se tornou um clássico. O jornalista e escritor Gay Talese faz uma imersão de anos na alma dos EUA para identificar como a relação entre sexo e moral atravessou o tempo e modificou a percepção da população do país sobre ambos.

Publicidade