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Editorial

Atentos ao Aedes

O Brasil deve enfrentar em 2024 sua pior epidemia de dengue

Por Redação

18 de fevereiro de 2024, às 09h45 • Última atualização em 18 de fevereiro de 2024, às 09h46

O Brasil deve enfrentar em 2024 sua pior epidemia de dengue. O ritmo com que as contaminações têm ocorrido no começo deste ano indica uma temporada agressiva da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti. Para se ter dimensão do problema, basta comparar as estatísticas de infectados.

No ano passado, um dos piores anos no histórico da dengue no País, foram 129 mil casos positivos até o meio de fevereiro. Neste ano, pasme o leitor, são 524 mil.

O surto já tem mobilizado estruturas de saúde de diversos estados e municípios e a tendência é de que supere epidemias como as ocorridas entre 2014 e 2015.

Na região, a metrópole Campinas vive uma situação de alerta, com a circulação de sorotipos como o 2 e o 3, que há anos não eram registrados no município. Isso é um risco porque tal retorno pode vencer as barreiras de imunidade da população.

Por outro lado, a RPT (Região do Polo Têxtil) vive ainda uma situação de aparente controle. Cidades como Americana e Santa Bárbara, que há dois anos estiveram entre as com mais mortes no Estado, por ora, têm poucos casos confirmados.

Situação semelhante é a de Hortolândia. Já Sumaré e, principalmente, Nova Odessa, assistem a uma escalada de infecções que pode se transformar em um grande problema nas próximas semanas.

Por conta disso, o governo estadual liberou R$ 250 milhões para que as prefeituras invistam no controle da doença. Para a RPT, chegaram R$ 4,6 milhões, conforme o LIBERAL revelou.

Apesar do cenário brando na região, todo cuidado é necessário. Historicamente, os meses de abril e maio costumam ser os de maior incidência da doença. Portanto, não há nada a se comemorar por enquanto.

Ao Poder Público, cabe intensificar as medidas de prevenção, como a verificação in loco de possíveis criadouros nos bairros, além da revisão de protocolos de atendimento. Para a população, o recado já é mais do que sabido. É preciso evitar dar abrigo ao mosquito.

O Liberal

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