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SB 201 anos

Verticalização atende demanda reprimida do ramo imobiliário, diz Andia

Prefeito explica o que está sendo feito para acompanhar o crescimento da cidade, que está, segundo ele, no melhor momento de sua história

Por André Rossi

04 dez 2019 às 07:54 • Última atualização 04 dez 2019 às 10:51

O estímulo à construção civil e o incentivo à vinda de empresas do setor imobiliário impulsionaram o desenvolvimento de Santa Bárbara d’Oeste na última década. Dos 91 loteamentos da cidade, 48 foram aprovados de 2013 para cá.

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Para o prefeito Denis Andia (PV), existia uma demanda reprimida no ramo imobiliário que precisava ser atendida. Entretanto, era necessário preparar a cidade para receber esses empreendimentos. Em entrevista ao LIBERAL, o chefe do Executivo fala sobre esse processo e avalia o atual momento do município.

Foto: André Rossi / O Liberal
Prefeito explica o que está sendo feito para acompanhar o crescimento da cidade

Nos últimos seis anos, o número de empreendimentos condominiais em Santa Bárbara d’Oeste mais do que duplicou e a cidade cresceu de forma horizontal e espaçada. Quais foram os desafios impostos por essa nova configuração?

Acho que o maior desafio, que nós já superamos, foi relacionado ao tratamento de esgoto do município. Há uma preocupação, independente disso, de se atingir os 100% de esgoto tratado, e ao longo desses últimos anos, em paralelo a esse crescimento também verticalizado, nós buscamos fazer a lição de casa e colocar em prática a execução de algumas obras importantes.

Quais obras?

A Estação de Tratamento de Esgoto Toledos II foi inaugurada em fevereiro e já está em funcionamento. E nós temos duas outras obras que se complementam ao conjunto todo instalado. A Estação de Tratamento Barrocão, que já tem aí 60%, 65% de obra executada. Devemos tê-la concluída provavelmente no primeiro quadrimestre de 2020. E tem a Estação de Tratamento de Esgoto da Balsa que está sendo ampliada em oito vezes, e também tem a previsão de conclusão por volta aí do primeiro quadrimestre de 2020.

Essas obras são suficientes para garantir o abastecimento de água e tratamento para as regiões que estão crescendo?

Esse conjunto de ações que estão acontecendo já visualizam esse crescimento. A ETE Toledos II já atende a maior parte dos condomínios que foram verticalizados, que já foram entregues e que serão entregues num curto prazo. Ou seja, toda essa demanda já foi equacionada do ponto de vista do tratamento de esgoto. Com relação ao abastecimento de água, é um outro ponto a se trabalhar conjuntamente. Nós fizemos lá atrás um aumento de um bilhão de litros de água de reservação. Uma das nossas represas foi ampliada através de uma nova comporta, ampliou a lâmina de água, e nós implantamos três sistemas de captação de águas correntes que a gente não tinha anteriormente, sempre captava das águas represadas. Implantamos três sistemas novos. O conjunto disso tudo permite que a gente possa ter sustentabilidade do ponto de vista hídrico.

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A verticalização da cidade gerou novas necessidades do ponto de vista dos serviços básicos, como segurança e educação?

A verticalização aconteceu em regiões onde já existe a mancha urbana. Ou seja, coleta de lixo, a própria segurança. A estrutura de postos de saúde, escolas, já existe, e o que foi ampliado nos últimos anos permite esse avanço. Esse é o ponto positivo da verticalização. Você não expande a cidade horizontalmente pra ter que levar energia, recolhimento de esgoto, abastecimento novo, novas linhas de ônibus e tudo mais. Onde está acontecendo na cidade já existe. Ou seja, os serviços já existiam e já estavam fortalecidos para isso.

Quais fatores influenciaram nessa verticalização acelerada?

A verdade é que a gente tinha uma demanda muito reprimida em termos de potencial do desenvolvimento da verticalização. O que a gente buscou fazer foi destravar isso, desburocratizar, não criar maiores empecilhos para aqueles que vem empreender no município. Isso gera economia no momento de construir. A construção civil foi sempre uma alavanca ao longo desses últimos anos, principalmente nos tempos de crise foi o que nos ajudou a manter a economia melhor ativa na cidade, e acaba gerando num segundo momento algo importante também para a economia, que é um público consumidor que a cidade passa a ter.

Recentemente a prefeitura firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para zerar a fila por vagas em creche até o final de 2020. O senhor acredita que é algo que, de fato, será solucionado até o final do ano que vem?

Para entender os números. Quando a gente começou (o mandato), a oferta de vagas em Santa Bárbara somava 1.500, para arredondar. Nesse período todo, nós criamos até hoje 2.000 novas vagas. Então hoje nós temos 3.500 vagas ofertadas e vamos continuar fazendo mais. Na verdade o acordo assinado já é algo que, mesmo antes de ser assinado, já vinha sendo trabalhado, mas vamos fazer mais do que isso aí. A nossa expectativa, mais do que gerar essas vagas acordadas, é zerar a demanda toda, nós trabalhamos para isso. Mas é importante se observar o tamanho da demanda que nós recebemos lá em 2013. Se você pensar que 1.500 vagas foram feitas em 30 anos, nós em sete fizemos 2.000 vagas. Nós temos uma possibilidade e vamos trabalhar muito para isso, que até o final do nosso período em 2020, a gente possa ultrapassar as 2.500 vagas ofertadas a mais do que nós recebemos. É quase que triplicar as vagas.

Ouça o “Além da Capa”, um podcast do LIBERAL

Qual a sua avaliação sobre a Santa Bárbara d’Oeste que você entregará ao final de 2020?

Completamos os nossos 201 anos de existência, de história da nossa cidade. É uma cidade que vem avançando muito ao longo do tempo. Nós procuramos ao longo desses últimos anos dar uma dinâmica diferente. Graças a Deus temos conseguido. E ao passar por esse ano, esses últimos 365 dias que foram do bicentenário, verificamos que a cidade se encontra, talvez, no melhor momento de sua história em termos de arranjo, organização, de visibilidade, visibilidade política, de funcionamento. Nos dá uma satisfação muito grande por fazer parte desse trabalho. Essa honra, satisfação, é algo que a gente busca compartilhar todos os dias com o cidadão barbarense. É um conjunto de pró-atividade, que ao se conectar, provoca um resultado positivo. É isso que nós vivemos ao celebrar hoje os 201 anos.