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SAÚDE

Santa Bárbara retoma programa que ajuda fumantes a largarem o tabaco

De acordo com a prefeitura barbarense, cerca de 40 a 50% dos participantes deixam de fumar após participação no grupo

Por Caio Possati

23 de maio de 2022, às 06h23

O programa “Saúde sem Tabaco”, oferecido gratuitamente pela prefeitura de Santa Bárbara para pessoas interessadas em abandonar o cigarro ou outros produtos à base de tabaco, foi retomado na cidade depois de ficar sem funcionar por dois anos em razão da pandemia da Covid-19.

Em maio, uma nova turma começou o tratamento, que tem previsão para se encerrar em julho. Nesses três meses, o grupo vai se reunir em um total de 11 encontros, que incluem reuniões motivacionais, consulta médica, avaliação bucal com dentista e também sessões terapêuticas com o auxílio de profissionais da psicologia e da assistência social.

“O que fazemos é um trabalho de prevenção. Porque o tabaco causa muitas doenças que são evitáveis”, diz Rosilei Cristina Mendonça, assistente social da rede municipal de Saúde, e que atua no Saúde sem Tabaco. Ela é uma das responsáveis por mediar os encontros terapêuticos com o grupo.

Encontros de grupo que busca ajudar moradores a pararem de fumar retornaram neste mês na cidade – Foto: Prefeitura de Santa Bárbara / Divulgação

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 161 mil pessoas morrem no Brasil, por ano, em função do consumo de tabaco. E, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tabagismo deve ser tratado como uma doença crônica provocada pela dependência à nicotina, uma substância presente em produtos como cigarros convencionais, narguilés e cigarros eletrônicos.

“No grupo, a gente acolhe outras formas de consumo do tabaco e não apenas quem quer parar de fumar cigarro”, esclarece Roseli. “Algo que está muito na moda e em alta são os vapes [cigarros eletrônicos], e o narguilé, que são tão prejudiciais quanto o cigarro convencional. No cigarro eletrônico também há nicotina. E no narguilé, que além de conter nicotina, há também o risco da contaminação de doenças por conta do compartilhamento do bocal”, alerta.

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Além dos encontros clínicos e terapêuticos, os participantes do programa também vão participar de sessões de auriculoterapia, uma prática integrativa que consiste em aliviar dores físicas e psicológicas a partir do estímulo provocado por agulhas espetadas na orelha; e também um trabalho de manutenção do tempo sem o tabaco, em que será avaliado como as pessoas estão lidando com a falta do produto na rotina.

De acordo com dados da prefeitura de Santa Bárbara, 40 a 50% dos participantes deixam de fumar ao término da participação no grupo, que funciona desde 2011. As inscrições para as próximas turmas já podem ser feitas em nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).

“Quem quiser participar precisa, realmente, ter a vontade de parar de fumar. Não adianta o filho, ou a esposa, inscrever para o terceiro, se a pessoa não tiver a vontade de deixar o vício. Então, nosso grupo vai ajudar? Vai. Mas o principal é a determinação de cada um”, conclui Rosilei.

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