Homem que matou esposa em Santa Bárbara pega 30 anos de prisão

Marcelo da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri por matar Ana Paula Zorzenon Queiroz da Silva asfixiada na frente do filho, que tinha 6 anos


Marcelo da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri de Santa Bárbara d’Oeste a 30 anos de prisão pelo homicídio de Ana Paula Zorzenon Queiroz da Silva, com quem era casado. Ele é acusado de matar a mulher asfixiada na frente do filho, que tinha 6 anos na época. O júri foi nesta quinta-feira (1º), seis anos depois do crime – que aconteceu em novembro de 2013.

Marcelo, que está foragido desde que cometeu o crime, foi condenado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). A decisão é para cumprimento da prisão em regime fechado.

O advogado de defesa de Marcelo da Silva disse que ainda é cedo para dizer se vai recorrer da decisão da Justiça.

Por estar foragido, um novo mandado de prisão será expedido e os agentes de segurança devem intensificar as buscas por Marcelo.

O caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu matou a mulher, na época com 28 anos, por asfixia, e a deixou desacordada na Estrada Rodolfo Kivitz, que liga Santa Bárbara a Nova Odessa. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois no Hospital Municipal de Americana.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Marcelo e Ana Paula: marido não aceitava término de relacionamento

Os pais de Ana Paula, Fátima e Daniel Queiroz, detém a guarda do filho do casal. Eles se mudaram recentemente para um bairro de chácaras de Sumaré para dar mais tranquilidade a ele.

A infância do menino foi conturbada. Teve que passar por cinco médicos diferentes ao mesmo tempo e até hoje faz acompanhamento com um psicólogo. O filho lembra vividamente da tragédia: foi dele o depoimento decisivo para que a denúncia fosse apresentada.

Ele contou às autoridades que havia ido com os pais a um shopping de Campinas no dia 17 de novembro de 2013. Na volta, Marcelo parou o veículo na estrada, passou uma corda no pescoço da mulher, amarrando-a no encosto do banco do veículo. Depois, apoiou os pés na lataria da caminhonete para apertá-la. Em seguida, fugiu do local, deixando o filho no carro. O réu teria cometido o crime por não aceitar o término do relacionamento.

Marcelo ainda teria ameaçado o filho, na época com seis anos, que também estava no veículo, dizendo: “fique quieto, senão será o próximo”. O irmão do réu afirmou em depoimento que recebeu uma ligação dele logo depois do ocorrido, em que Marcelo dizia que havia acabado de matar a esposa.

Após seis anos, o réu segue foragido e não há sinal de seu paradeiro, desde então.

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