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Fogo

Queda de energia ocasionada por queimadas cresce 34% na região

Incêndios causaram 1,65 interrupção por dia até o último dia 15 de junho, segundo a CPFL

Por Rodrigo Alonso

22 de julho de 2020, às 08h06 • Última atualização em 22 de julho de 2020, às 17h18

A RPT (Região do Polo Têxtil) registrou, de 2019 para 2020, um aumento de 34% na média diária de interrupções de energia ocasionadas por queimadas.

Segundo dados da CPFL Paulista, até 15 de junho deste ano, os incêndios causaram 1,65 queda de energia por dia na região. No ano passado todo, a média foi 1,23.

As queimadas são comuns na região; estiagem e baixa umidade favorecem – Foto: Arquivo / O Liberal

De acordo com a companhia, uma queimada mal controlada para atividades agrícolas pode atingir cabos elétricos e, dessa forma, colocar em risco o fornecimento de energia.

A concessionária também aponta que “o calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras”.

Na RPT, Nova Odessa é a cidade que teve maior aumento percentual no número médio de ocorrências por dia, na comparação entre 2019 e 2020: 175% (de 0,08 para 0,22).

Em Americana, a média subiu 95% (de 0,22 para 0,43). Outros dois municípios da região registram alta: Santa Bárbara, com 27% (de 0,22 para 0,28), e Hortolândia, com 21% (de 0,37 para 0,45). Em Sumaré, por outro lado, houve redução de 20% (de 0,34 para 0,27).

Ao todo, até o último dia 15 de junho, os incêndios motivaram 274 interrupções na RPT: 75 em Hortolândia, 71 em Americana, 47 em Santa Bárbara, 45 em Sumaré e 36 em Nova Odessa. No ano passado todo, a CPFL contabilizou 449 casos: 134 em Hortolândia, 124 em Sumaré, 81 em Americana, 79 em Santa Bárbara e 31 em Nova Odessa.

Queimadas têm sido recorrentes na RPT. Entre maio e junho, em duas oportunidades, a Prefeitura de Santa Bárbara cobrou providências da Raízen, grupo responsável por áreas onde tem havido incêndios. A empresa aponta que vem intensificando suas ações de prevenção.

De acordo com a CPFL, “na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios”. A companhia recomenda que a população, ao identificar um foco de incêndio, avise os órgãos competentes.

Podcast Além da Capa
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