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ACIDENTES

Colisões contra postes aumentam 42% no primeiro trimestre em Americana e região

Crescimento no período é visto como preocupante pela CPFL, concessionária responsável pelo abastecimento de energia elétrica

Por Cristiani Azanha

20 de maio de 2024, às 07h30 • Última atualização em 20 de maio de 2024, às 11h20

O número de colisões de veículos contra postes registradas na RPT (Região do Polo Têxtil) cresceu 42% no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano passado. Em Sumaré houve o maior crescimento, segundo os dados divulgados pela CPFL Paulista, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica.

Em Sumaré, o número subiu de quatro para 11. Americana teve quase a mesma quantidade, com oito ocorrências em 2024 e sete em 2023. Em Santa Bárbara, o número caiu de oito para seis. Nova Odessa e Hortolândia viram aumento – de zero para três e de 10 para 11, respectivamente.

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A CPFL Paulista faz alerta à população sobre riscos e potenciais transtornos causados por colisões de veículos contra postes, que geralmente deixam pessoas feridas em estado grave e até ocasionam mortes, dependendo da situação.

Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia, diz que de acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem anualmente no mundo por conta de acidentes de trânsito e o Brasil está entre os países com mais mortos e feridos.

Colisão de caminhão destruiu postes em acidente em janeiro, no Morada do Sol – Foto: Marcelo Rocha/Liberal – 18/01/2024

“Portanto, alertar sobre os riscos dos acidentes de trânsito, especialmente os que envolvem postes de energia, é uma ação permanente da CPFL, por meio do nosso programa Guardião da Vida. É importante continuarmos incentivando a discussão, uma vez que os índices seguem elevados. Somente nesses três primeiros meses do ano, tivemos um aumento preocupante dos casos na região”, destaca.

Outro reflexo das colisões, segundo a concessionária, é que o condutor pode ter que arcar com os danos provocados à rede elétrica. Nos casos em que é identificado o culpado legal, este é cobrado pela concessionária pela reposição do poste, atualmente avaliado entre R$ 3 mil e R$ 14 mil.

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A diferença considera os equipamentos instalados tanto pela CPFL quanto pelas empresas que ocupam a estrutura. Um poste com iluminação pública simples, por exemplo, tem menor valor que aquele que sustenta um transformador de energia e equipamentos de telecomunicações.

Em janeiro, um caminhão derrubou dois postes de energia após enroscar na fiação no cruzamento entre as ruas Pedro Pinese e Antônio das Neves Grilo, no bairro Morada do Sol, em Americana. Ninguém se feriu, mas a colisão trouxe transtornos aos moradores.

A cabeleireira Edileusa Alves dos Santos disse, na época, que estava dentro de casa quando ouviu o estouro. Relatou que o motorista não parou quando se enroscou nos cabos e continuou descendo a rua, derrubando mais fios e os postes. Só parou quando ficou enroscado nos fios. Ela também teve o telhado da casa quebrado e o postinho de energia da casa derrubado.

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