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Denúncia

Servidores da Saúde acusam presidente do sindicato de coação em Nova Odessa

Sindicalista teria tentando entrar na Unidade Respiratória e ofendido funcionários, que registraram boletim de ocorrência

Por André Rossi

03 jun 2020 às 09:30 • Última atualização 03 jun 2020 às 09:43

Oito profissionais que trabalham na rede pública de Saúde em Nova Odessa acusam o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Adriano José do Carmo, de coação e de tentar entrar sem autorização na Unidade Respiratória do Jardim Alvorada, destinada para atender pacientes com suspeita do novo coronavírus (Covid-19).

Um boletim de ocorrência foi registrado nesta terça-feira (2) na Delegacia de Nova Odessa por um servidor concursado da prefeitura. O caso foi divulgado ao público pela assessoria de impressa da prefeitura.

Os servidores da Saúde relataram que Adriano esteve na unidade em duas ocasiões: 27 e 29 de maio. Carmo teria agredido verbalmente os funcionários com palavrões e filmado o local, “causando constrangimento, inclusive, em pacientes”, e colocando em xeque a “capacidade profissional dos servidores para atuar na unidade”.

De acordo com o secretário de Saúde da cidade, Vanderlei Cocato, parte das críticas do sindicalista seria em relação ao fato de trabalhadores autônomos – conhecidos como RPAs (Recebo de Pagamento a Autônomos) – atuarem na unidade.

Dos oito profissionais que registraram BO, cinco são concursados, um é RPA e outros dois são prestadores de serviço, segundo a prefeitura.

“Desde que nós montamos a unidade, a gente tem sim RPAs atuando. Atualmente eu tenho 10 RPAs lá, entre recepcionista e técnicos de enfermagem. Os demais são todos concursados. Eu tive muitos profissionais afastados por comorbidade e idade. Chamamos do concurso público, não tivemos a adesão esperada e eu não podia deixar de funcionar a unidade”, justificou Cocato.

O secretário classificou a atitude do presidente como “inaceitável em qualquer circunstância”. A prefeitura pretende apresentar o caso ao MPT (Ministério Público do Trabalho) e ao MP (Ministério Público) local.

“Não temos nada para esconder de ninguém, mas a entrada na Unidade Respiratória só é permitida à equipe que ali trabalha por questões sanitárias e de segurança mesmo. Só que não podemos aceitar o presidente da entidade que representa os servidores públicos destratando e coagindo os próprios servidores. Como fica a cabeça de um servidor que já está bastante preocupado com a pandemia?”, comentou Cocato.

E maio 2018, a 2ª Vara do Trabalho de Americana concedeu uma liminar a favor da Prefeitura de Nova Odessa – que ainda está em vigor – proibindo que representantes do sindicato entrem em áreas de acesso restrito ou controlado dos prédios públicos sem autorização.

Outro lado

Questionado sobre o caso, Adriano disse que se manifestaria apenas através de sua advogada, que encaminhou nota sobre o assunto.

“Os fatos narrados não são verdadeiros, inclusive foi elaborado boletim de ocorrência em face as ofensas sofridas por funcionários terceirizados e não servidores públicos como se denominam”, traz o texto.