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Campinas

Falta de pessoal dificulta abertura de leitos em Campinas

Principal dificuldade em recursos humanos para permitir a ampliação de leitos está na contratação de médicos e equipes de enfermagem

Por Milton Paes

19 mar 2021 às 21:23

Dez novos leitos de UTI para pacientes graves com Covid-10 entraram em operação no Hospital Ouro Verde nesta sexta-feira (19). Até a próxima semana, o SUS Municipal, incluindo os hospitais municipais e a rede conveniada, chegará a 165 estruturas para pacientes graves, cinco a mais do que estava previsto. Essa quantidade de leitos ultrapassará a disponibilidade que havia no pico da pandemia no ano passado, entre junho e agosto, que era de 150 leitos em média.

Para viabilizar os dez novos leitos de UTI no Ouro Verde, o hospital utilizou a estrutura que estava destinada a pacientes com outras doenças. Os que estavam nesses leitos foram transferidos para a área de recuperação do centro cirúrgico, onde foi montada uma UTI. O hospital terá mais 28 leitos de enfermaria, dos quais 15 foram abertos na segunda-feira (15) e os demais dependerão de contratação de recursos humanos.

Acompanhe a cobertura do LIBERAL sobre Campinas

A falta de médicos e equipes de enfermagem impediu, também, a entrada em operação de mais dez leitos nesta sexta-feira no Hospital Mário Gatti. A previsão é que eles comecem a receber pacientes na segunda-feira. Outros cinco leitos de UTI também entrarão em operação na segunda-feira, no Hospital Metropolitano.

O presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, disse que mesmo com esse trabalho intenso para combater a pandemia, a capacidade de ampliação no número de leitos de UTI no SUS Municipal para internação de pacientes com Covid-19 se esgotará por falta de equipes especializadas nesse atendimento e dificuldades para garantir o abastecimento de insumos necessários ao tratamento dos doentes graves.

A principal dificuldade em recursos humanos para permitir a ampliação de leitos está na contratação de médicos e equipes de enfermagem. “Mesmo a empresa contratada para fornecer equipes está com dificuldade de encontrar esses profissionais no mercado”, disse.

Embora não haja falta de insumos para o tratamento dos doentes com Covid, a situação já preocupa. Bisogni informou que a Rede Mário Gatti faz planejamento de quantitativos suficientes para um período de 90 a 120 dias, mas agora o que era consumido em 90 dias está se esgotando em 30 dias. “Negociamos com o laboratório fornecedor, que vai cumprir o contratado, e abastecerá a rede semanalmente”, declarou.

Para não deixar ninguém sem assistência, um novo fluxo de pacientes começou a ser estabelecido entre os hospitais Ouro Verde, Mário Gatti e PUC-Campinas. Pacientes graves com grandes traumas, emergências cirúrgicas e clínicas não relacionadas à Covid, que chegarem ao Hospital Ouro Verde, serão transferidos, na medida do possível, para os hospitais Mário Gatti e PUC-Campinas. Já pacientes com Covid do hospital da PUC-Campinas serão transferidos para o Ouro Verde, que desde esta sexta-feira está priorizando o atendimento a pacientes graves infectados pelo coronavírus.

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Números da Covid-19

A Prefeitura de Campinas divulgou nesta sexta-feira, os dados atualizados da Covid-19. São 76.561 casos confirmados da doença, ou seja, 1.202 a mais que quinta-feira (18). Importante ressaltar que o Sistema do Ministério da Saúde ficou fora do ar por dois dias, o que comprometeu a notificação dos casos.

Foram registradas 21 mortes nesta sexta-feira. Foram 11 homens e dez mulheres, sendo 18 pessoas com doenças preexistentes. Do total, 16 eram maiores de 60 anos. Desde o início da pandemia, 2.116 perderam a vida para a doença.

Campinas tem 167 pessoas com síndrome respiratória aguda grave aguardando vaga de internação. São 104 pessoas à espera de vagas em leitos de UTI Covid e 63 pacientes para enfermaria Covid. Todos os pacientes estão sendo atendidos e medicados em leitos de retaguarda.

De 410 leitos de UTI Covid, 400 estão ocupados. Restam apenas 1 vaga no SUS Estadual e nove na rede particular. Nos SUS municipal são 140 leitos com 100% do leitos ocupados. No SUS Estadual são 40 leitos, 39 estão ocupados. O percentual de ocupação é de 98% com apenas uma vaga disponível. Na rede particular são 230 leitos, dos quais 221 estão ocupados. O índice de ocupação é de 96%, com apenas nove vagas disponíveis.

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