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ECONOMIA

Sam’s Club terá que fazer obra e pagar R$ 587 mil para a prefeitura

Empresa cumprirá uma série de medidas mitigatórias para implantar unidade em Americana

Por André Rossi

04 mar 2021 às 08:49 • Última atualização 04 mar 2021 às 13:11

Para se instalar em Americana, o Sam’s Club terá de cumprir uma série de medidas compensatórias, desde bancar o que resta da obra de galerias pluviais na Rua Fonte da Saudade, até desembolsar R$ 587 mil para os fundos municipais de Trânsito e Meio Ambiente.

Os detalhes constam na certidão de condições para aceitação do estudo de impacto de vizinhança, publicado no Diário Oficial da cidade no último sábado (27).

A unidade vai funcionar na área do antigo prédio do Walmart, que pegou fogo em 22 de fevereiro de 2017. Toda a estrutura teve de ser demolida.

A unidade vai funcionar na área do antigo prédio do Walmart – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Em outubro do ano passado, o ex-prefeito Omar Najar (MDB) anunciou que o Sam’s Club se instalaria na cidade no primeiro semestre de 2021. Tanto o Walmart quanto o Sam’s Club pertencem ao Grupo BIG.

No estudo de impacto de vizinhança, a empresa estima que a unidade de Americana terá um fluxo médio diário de mil pessoas. A previsão é de que a estrutura conte com 130 colaboradores; já é possível se candidatar para vagas na cidade pelo site do grupo.

Depois de analisar a documentação, a Secretaria de Obras de Americana pediu para que a empresa execute a parte restante da obra da rede de galerias pluviais da Rua Fonte da Saudade, que se interliga com a extensão da Rua das Castanheiras.

“Trata-se de uma obra que melhorará a situação atual da Rua das Paineiras e estará dentro do Plano Gerador de Tráfego, que é solicitado para todos os empreendimentos”, informou a prefeitura ao LIBERAL.

Já a Utransv (Unidade de Transportes e Sistemas Viários) estabeleceu que a empresa deverá executar obras de melhorias no trânsito por conta dos impactos decorrentes da implantação do empreendimento. Para isso, foi fixado um valor de R$ 387,4 mil.

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A quantia pode ser convertida em obras, que ainda serão definidas e orçadas – sob supervisão da secretaria de Obras e da Utransv – , ou ser depositada no Fundo Municipal de Trânsito para que a unidade se encarregue da execução.

Já a secretaria de Meio Ambiente determinou que o Sam’s Club deposite R$ 200 mil ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. Os recursos serão aplicados nas demandas ambientais junto ao MP (Ministério Público).

Existem ainda outros pedidos mais simples, como a destinação de materiais reciclados para a Cooperlírios. A empresa tem 30 dias para apresentar o cronograma de execução das demandas municipais.

O LIBERAL entrou em contato com a assessoria de imprensa do Sam’s Club, que não quis se manifestar. A reportagem também questionou a prefeitura para saber se a empresa podia pleitear a revisão de algum termo, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

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