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JULGAMENTO

Audiências do caso padre Leandro retornam nesta sexta

Ex-reitor da basílica de Americana é acusado de atentado violento ao pudor contra ex-coroinhas

Por Ana Carolina Leal

02 jul 2021 às 06:56 • Última atualização 02 jul 2021 às 14:41

O julgamento do padre Pedro Leandro Ricardo, ex-reitor da Basílica de Santo Antônio de Pádua, de Americana, será retomado nesta sexta-feira. As oitivas começaram no dia 8 de junho, se estenderam até dia 11 e foram suspensas após esta data. O pároco responde à acusação de atentado violento ao pudor contra quatro ex-coroinhas.

Ex-reitor da basílica de Americana é acusado de atentado violento ao pudor contra ex-coroinhas – Foto: Arquivo / O Liberal

A previsão inicial era de que as audiências durassem apenas três dias. No entanto, o grande número de depoimentos de acusação e defesa, e a longa duração deles, fez com que o juiz Rafael Pavan de Moraes Filgueira, da Vara Criminal de Araras, estendesse o julgamento para três datas no mês de julho.

Além desta sexta, estão programadas audiências nos dias 8 e 30 de julho. As datas estão reservadas, inicialmente, para serem ouvidas as testemunhas de defesa – no mínimo quatro por dia. Nesta sexta estão previstos os depoimentos de quatro mulheres e um homem.

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No dia 8, outras quatro testemunhas devem ser ouvidas pelo magistrado e no dia 30, mais quatro.

As oitivas serão realizadas a partir das 13h30 por meio de videoconferência, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A fase de acusação foi concluída ainda no dia 11 de junho.

Em entrevista ao LIBERAL, em junho, Thalita Camargo, advogada das vítimas, disse que está se concretizando o acesso à Justiça, comum e canônica.

“As vítimas estão sendo finalmente ouvidas por uma autoridade. Acredito na justiça para essas vítimas”, declarou.

Advogado de defesa do ex-reitor da Basílica de Santo Antônio, Paulo Sarmento, se mostrou otimista com o desfecho do julgamento. “Estamos muito confiantes na absolvição do padre Leandro”, afirmou.

Denúncias

Os crimes de atentado violento ao pudor teriam ocorrido entre 2002 e 2005, contra ex-coroinhas da Igreja São Francisco de Assis, em Araras, onde ele iniciou o sacerdócio, antes do período em Americana.

A denúncia aponta que Leandro levou um adolescente à casa paroquial, ofereceu bebida alcoólica e fez sexo oral nele. Ele também teria alisado o corpo de um menino de 11 anos a pretexto de vesti-lo com uma batina.

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Nos outros dois casos, ainda de acordo com o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), o padre teria passado as mãos nas coxas e órgãos genitais dos adolescentes durante viagens de carro.

Leandro sempre negou as denúncias. Em depoimento à polícia, afirmou que contrariou interesses econômicos de várias pessoas ligadas à Igreja e, por isso, foi alvo de uma campanha de difamação.

Em paralelo ao processo em andamento na Justiça de Araras, o Vaticano também investiga as acusações contra o padre.

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