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NOSSOS PETS

Atividades são essenciais para a saúde e bem-estar dos pets

Brincadeiras ajudam a criar habilidades sociais e estimulam o cérebro e a inteligência

Por Stela Pires*

19 de junho de 2022, às 10h40

A autônoma Darcylaine mantém a rotina de passear com Thor - Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

As brincadeiras que fazemos no dia a dia com os pets parecem momentos de descontração e diversão com os bichinhos que são tão amados por nós, mas elas vão muito além disso. O momento de lazer é essencial para a saúde e bem-estar dos mascotes.

A saúde física e mental, além da coordenação motora e das habilidades sociais são beneficiadas com as brincadeiras, de acordo com a educadora canina e consultora comportamental Claudia Morais, e, por isso, é preciso separar momentos do nosso dia para se dedicar às atividades com os animais.

“Ela [a brincadeira] tem uma importância muito grande, muito além do lazer. Ela ajuda no desenvolvimento completo do pet”, disse a educadora.

Na parte física dos animais, o momento de lazer ajuda a manter a saúde do coração e as articulações lubrificadas; na saúde mental, os jogos com comandos, por exemplo, estimulam o cérebro e a inteligência do animal; passeios para brincar em parques ajudam nas habilidades sociais, e as brincadeiras ajudam o cachorro a conhecer o próprio corpo, auxiliando na sua coordenação motora.

“As brincadeiras proporcionam boa parte dos exercícios necessários para os pets, porque vão melhorar a atenção e a capacidade de adaptação do animal”, explicou Claudia.

Além disso, o gasto energético que acontece durante a rotina de brincadeiras influencia diretamente no temperamento do animal, ajudando a eliminar os comportamentos considerados inadequados pelos tutores.

Rotina
O maltês Thor tem uma rotina de passeios com a tutora, a autônoma Darcylaine Mastrogiovanni, de 50 anos. A família se mudou de São Paulo para Americana há cerca de um ano e o cãozinho passa pelo processo de adaptação e socialização com outros animais e pessoas.

“É difícil de socializar porque ele foi criado em apartamento, e em São Paulo não dava para andar muito do jeito que a gente consegue aqui”, disse.

Mesmo o maltês tendo um pouco de medo e pedir colo quando sai de casa, a tutora tem a rotina de dar voltas pelo menos no quarteirão da casa em que moram para avançar na adaptação de Thor com outros cachorros. “Ele está um pouco melhor, mas ainda está assustado”.

Apesar de ainda estar um pouco receoso, a autônoma ressalta que o cãozinho está muito mais feliz com a rotina de passeios e brincadeiras na nova cidade.

Hoje, com um quintal grande disponível, a atividade preferida de Thor é brincar de buscar a bolinha com a irmã shih-tzu Luna. “Eles correm pela casa inteira”, disse Darcylaine.

Gatos também devem fazer atividades

A rotina de brincadeiras também deve acontecer com os gatos, já que é essencial para o gasto de energia dos bichanos. O instinto de caça precisa ser explorado durante os momentos de lazer.

As atividades para serem feitas com os gatinhos são diversas, desde esconder brinquedinhos pela casa para aguçar os instintos, pendurar brinquedos, ou até mesmo passear com eles.

Maria Vitória e o gato Radesh passeiam pelo condomínio onde moram – Foto: Claudeci Junior / O Liberal

De acordo com Claudia Morais, os passeios com os gatos são possíveis, desde que a adaptação seja feita com calma, passeando primeiro na caixa de transporte e deixando o gato confortável com a coleira, até ele se sentir seguro para sair da caixa e desbravar o ambiente. Os passeios devem ser em locais como praças e nunca pelas ruas.

A tutora do gato Radesh, Maria Vitória Perine, de 24 anos, tem o costume de levá-lo para passear pelo jardim do condomínio em que moram. De acordo com a tutora, Radesh tem o temperamento forte, e depois da introdução dos passeios ele ficou mais tranquilo. Essa é a única atividade que o bichano de 12 anos gosta de fazer.

“Eu tinha o [gato] Visita, que passeava com coleira, e o Radesh ia sem. O Visita era macho também, e eles pedem para sair mesmo castrados. Por isso eu trago ele para dar uma volta, se não ele fica muito estressado”, conta.

Maria tem outros quatro gatos em casa, o Neguinho, Tica, Greta e a Deva, e o gosto e as necessidades de cada um definem a rotina de brincadeiras.

“Com a Tica eu brinco todos os dias de bolinha, porque ela é FeLV positiva, então a veterinária orientou que ela não pode passar estresse, então tem que brincar para ter uma qualidade melhor de vida”, disse. A FeLV é a leucemia felina e compromete as defesas imunológicas dos gatos. Os demais bichanos da casa brincam entre si.

*Estagiária, sob supervisão de Valéria Barreira

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