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POLÍCIA

Adolescente faz disparos com arma de chumbinho no Colégio Dom Bosco

Jovem de 13 anos é estudante da escola particular; ele usou arma de pressão para atingir uma funcionária e carregava artefatos que seriam explosivos

Por Leonardo Oliveira/João Colosalle

29 mar 2021 às 16:32 • Última atualização 30 mar 2021 às 10:47

Funcionária ficou ferida, mas sem gravidade – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Um adolescente de 13 anos fez disparos com uma espingarda de pressão no Colégio Salesiano Dom Bosco, em Americana, e atingiu uma funcionária da unidade na tarde desta segunda-feira. O menor, que estuda no local, ainda levou explosivos caseiros e tentou detoná-los, mas os artefatos falharam. Ele foi contido pela PM (Polícia Militar).

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Após o crime, o menor ainda teria disparado contra a própria cabeça com a arma de “chumbinho”, mas teve apenas ferimentos leves, assim como a funcionária – ambos foram levados para hospitais particulares da cidade, sem correrem risco de morte.

O caso mobilizou cerca de 15 viaturas da Polícia Militar e do 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais da PM).

Movimentação de policiais militares no Colégio Dom Bosco na tarde desta segunda-feira – Foto: Ernesto Rodrigues/O Liberal

O helicóptero Águia chegou a ser acionado para dar apoio à ocorrência, que atraiu grande movimentação no entorno do colégio e muita apreensão dos pais que aguardavam seus filhos serem liberados.

O menor entrou no Dom Bosco por volta das 16h, uniformizado, com os artefatos, um martelo e uma espingarda de pressão escondidos em uma capa de violão.

O armamento era do pai do adolescente, disse o tenente Thiago Augusto Costa e Silva, da PM de Americana, em entrevista coletiva ontem.

Artefatos que o adolescente levava consigo – Foto: Polícia Militar / Divulgação

“Ele é aluno da escola, estava uniformizado. Ele entrou para participar das aulas, tinha seis alunos, aproximadamente, no momento dessa ocorrência. Foi assim que ele conseguiu entrar. Com mochila e com violão”, contou o tenente.

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Segundo a PM, primeiro o adolescente foi até a sala da coordenação e jogou um explosivo, que não detonou. Depois, subiu ao 2º andar do prédio e entrou em uma sala. Lá, teria feito disparos, atingindo uma funcionária. Na sequência, deu três tiros de “chumbinho” em sua própria cabeça.

Esquadrão de bombas da PM foi acionado – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Durante coletiva, a PM não confirmou que o que atingiu a funcionária foram os disparos. Disse apenas que ela possuía ferimentos “nas costas” e que a polícia iria apurar se as marcas haviam sido causadas pelo “chumbinho”.

O LIBERAL, no entanto, apurou sobre o caso que a mulher foi atingida pelos disparos “de raspão”.

A motivação do crime não foi revelada pelo adolescente durante contato com a Polícia Militar. O menino revelou, no entanto, que tinha um bom relacionamento com os demais alunos.

Tanto o atirador quanto a funcionária não se feriram gravemente, e passaram por atendimento em hospitais particulares de Americana após a ocorrência. Nenhum aluno ficou ferido – no momento, eram 15 funcionários e seis estudantes na unidade, completa a corporação.

A escola tem funcionado com 35% da capacidade de atendimento de alunos por conta da pandemia da Covid-19. O restante dos estudantes tem assistido às aulas de maneira virtual.

O LIBERAL entrou em contato com a direção da escola, por telefone, no fim da noite. Ficou combinado que a reportagem retornaria mais tarde para conversar sobre o ocorrido, mas as ligações seguintes não foram mais atendidas.

O Colégio Dom Bosco se pronunciou por meio de nota, ainda durante a tarde. “A polícia já apurou e tomou as devidas providências. Não houve alunos feridos, seguindo procedimentos de segurança todos foram protegidos imediatamente”, diz.

COMUNICADO

Posted by Dom Bosco Americana on Monday, March 29, 2021

Explosivo

O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar confirmou, no início da noite desta segunda-feira, que encontrou dez artefatos explosivos, funcionais e “com potencial lesivo” durante a ocorrência.

O adolescente havia dito aos policiais que levou até a escola explosivos caseiros e que usou componentes como acetona e tíner, além de pólvora, para a fabricação. A confirmação de que os artefatos tinham um potencial lesivo veio após análise do esquadrão de bombas da PM.

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