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Imunização

Primeiro dia para profissionais de educação tem alta procura

Profissionais sentem-se mais seguros para voltar às aulas presenciais com o início da imunização da categoria

Por Paula Nacasaki

10 abr 2021 às 16:01 • Última atualização 11 abr 2021 às 08:28

Apesar da grande demanda, o trânsito fluía sem dificuldades - Foto: Paula Nacasaki - O Liberal

O primeiro dia da vacinação contra a Covid-19 para os profissionais de educação de Americana com 47 anos ou mais ocorreu de forma tranquila neste sábado (10), no drive-thru do Portal de entrada da cidade, na Avenida Antônio Pinto Duarte. Apesar do grande público, não houve adversidades.

A reportagem do LIBERAL esteve no ponto de vacinação, às 10h30, e constatou que diversos profissionais aguardavam para serem vacinados e a fila de veículos estava dois quarteirões abaixo do Terminal Rodoviário Francisco Luiz Bendilatti. De acordo com a Gama (Guarda Municipal de Americana), mais de 500 veículos estavam posicionados.

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Apesar da grande demanda, o trânsito fluía sem dificuldades. A fila se formou pelo lado direito da Avenida Antônio Pinto Duarte e a faixa da esquerda estava liberada para o tráfego de veículos, assim como nas ruas paralelas, Rua Orlando Dei Santi e São Gabriel.

Além disso duas tendas foram instaladas, uma para vacinação e outra para a conferência dos documentos. Profissionais da saúde se deslocavam até os veículos para as confirmações, o que tornava o procedimento mais ágil.

De acordo com o vice-prefeito que esteve no Portal, Odir Demarchi (PL), 1.800 doses da CoronaVac foram reservadas para este ponto de vacinação.

O secretário de Educação de Americana, Vinicius Ghizini, também acompanhou o primeiro dia de imunização. Para ele, a decisão de colocar os profissionais da educação como grupo prioritário mostra uma conquista muito grande e um reconhecimento pela categoria.

Girlene Florentino de Menezes, de 52, é professora há 29 anos. Ela trabalha na creche municipal Anaja, no Jardim das Flores e, neste sábado, junto com mais quatro amigas, foi até o drive-thru. Para ela, a vacinação dos professores como prioritária traz grande alívio

“A gente fica preocupada pensando, porque na creche é ainda mais difícil, como vamos manter o distanciamento das crianças? Não tem como”, contou Girlene, que aguardava ansiosa para receber o imunizante.

Rosimeire Diniz Costa Neves de 49 anos é professora há 12 anos no Ciep São Jerônimo. Ela trabalha com crianças de 8 a 9 anos. Ela diz que trabalhar sem estar imunizada, aumentaria ainda mais a pressão sobre os professores.

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“Seria complicado voltar a dar aula sem estar imunizada, é complicado trabalhar com crianças e não estar prevenido para isso”, pontuou.

Walfredo disse está mais seguro para voltar e acredita que todos os professores ficaram muito felizes – Foto: Paula Nacasaki – O Liberal

Sobre sentir-se pressionado, quem falou à reportagem foi o professor do Ciep São Vito, Walfredo Soares do Nascimento. Ele é professor há 28 anos. Segundo ele, há por parte da sociedade uma cobrança muito forte para o retorno das aulas presenciais, entretanto essa volta era muito arriscada, mesmo sendo seguidas todos os protocolos de higienização e distanciamento.

Agora com a imunização dos profissionais de educação Walfredo está mais seguro para voltar e acredita que todos os professores ficaram muito felizes com a priorização da categoria para a vacinação.

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