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Política

General Heleno diz que militares ‘não vão dar golpe’ ou fazer intervenção

Isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964″, disse o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

Por Agência Estado

21 Maio 2020 às 21:41 • Última atualização 21 Maio 2020 às 21:52

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou ontem que não haverá um golpe e que militares não cogitam intervenções ou ditadura no País.

“Os militares não vão dar golpe. Isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964”, disse.

A declaração de Heleno foi publicada no jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. O general participou de uma live do grupo Personalidades em Foco, organizada pelo empresário Paulo Zottolo.

De acordo com o ministro, “não passa pela cabeça ditadura, intervenções, isso são provocações feitas por alguns indivíduos que não têm coragem de dizer quais são suas ideologias, que ficam provocando os militares para ver se nós vamos reagir”.

No último domingo, 17, seis ex-ministros da Defesa publicaram nota reafirmando o compromisso das Forças Armadas com a democracia. Eles afirmaram em comunicado que as Forças Armadas são instituições de Estado e que têm como “missão indeclinável a defesa da Pátria e a garantia de nossa soberania”.

Na manifestação no dia 3 de maio a favor do governo e contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro declarou que as Forças Armadas estavam ao lado de seu governo. Ao Estadão/Broadcast, oficiais-generais influentes avaliaram que o presidente tentou fazer uso político do capital da instituição.

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