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Covid-19

Covid-19 já é uma das principais causas de mortes nos EUA

Mortes por Covid-19 são muito mais numerosas nos EUA do que as causadas por gripe, pneumonia e suicídio, por exemplo, e se aproximam agora do total de mortes causadas por problemas cardíacos e câncer

Por Agência Estado

15 Maio 2020 às 16:18 • Última atualização 15 Maio 2020 às 16:45

Segundo dados do governo americano obtidos pelo jornal The Wall Street Journal, a Covid-19 já está entre as principais causas de mortes nos Estados Unidos, especialmente entre homens de meia-idade, brancos e negros. Em abril, o número total de mortes nos Estados Unidos cresceu em 30% na comparação com a média do mesmo mês em anos anteriores.

Apesar da alta, ainda é difícil precisar o exato número de mortes por Covid-19 devido à baixa testagem no começo da pandemia, o que significa que muitas pessoas podem ter morrido sem que testes tenham sido feitos.

Segundo o jornal americano, em semanas recentes a Covid-19 se tornou a principal motivo de mortes no país. As vítimas fatais mais comuns da doença causada pelo novo coronavírus são homens entre 45 e 74 anos, além de mulheres negras de idade avançada.

As mortes por Covid-19 são muito mais numerosas nos Estados Unidos do que as causadas por gripe, pneumonia e suicídio, por exemplo, e se aproximam agora do total de mortes causadas por problemas cardíacos e câncer.

Na atualização mais recente feita pelo Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) americano, feita ontem, 14, 83.947 pessoas já morreram nos Estados Unidos por causa da Covid-19, um crescimento de 1.701 mortes em relação ao dia anterior.

Os dados compilados a partir das informações do governo e divulgados pelo Wall Street Journal, no entanto, ainda estão incompletos e apresentam somente 54 mil óbitos em decorrência da doença.

Globalmente, segundo compilação feita pela Universidade Johns Hopkins, também dos EUA, quase 305 mil mortes ocorreram por Covid-19 em um universo de 4,5 milhões de infecções. Na contagem da universidade, os Estados Unidos lideram tanto o ranking de mortos, com 86.386 óbitos, quanto o de contaminações, com 1,42 milhão de infectados desde o começo da pandemia.