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Quarentena

Doria indica abertura escalonada da economia a partir de 1º de junho

Em entrevista, governador diz que flexibilização deve ocorrer em cidades pouco afetadas pela pandemia; além do número de casos e mortes, o governo paulista ainda deve levar em conta a oferta de leitos de UTI em cada município para adotar a medida

Por Leonardo Oliveira

20 Maio 2020 às 13:35 • Última atualização 20 Maio 2020 às 14:08

O governador João Doria (PSDB) disse nesta quarta-feira (20) que o Estado deve promover uma abertura “escalonada” da economia a partir do dia 1° de junho. A afirmação foi feita em uma entrevista concedida por ele ao programa Show da Manhã, da Rádio Jovem Pan News.

“Haverá um momento, sim, a partir de 1° de junho, de fases escalonadas e cuidadosas, feito com o setor privado, para a flexibilização. Mas quando possível. Neste momento não, estamos no pior momento do coronavírus no Brasil”, disse o tucano.

Doria ainda indicou que a flexibilização deve acontecer em cidades que não estão sendo tão afetadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“É identificar os locais e áreas no Estado de São Paulo onde não tenhamos ainda epidemia, não tenhamos casos e não tenhamos óbitos para permitir ali ações localizadas para gradualmente avançarmos”, acrescentou.

Doria e secretários estaduais durante reunião virtual com empresários – Foto: Governo do Estado de São Paulo_19.5.2020

Além do número de casos e mortes, o governo paulista ainda deve levar em conta, segundo Doria, a oferta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de cada cidade.

“São Paulo já tem 74% da sua economia aberta. Temos 26% fechado no setor de comércio e serviços. Exatamente com esses setores estamos dialogando para construir etapas futuras, faseadas, seguras, de forma heterogênea”, considerou.

A RPT (Região do Polo Têxtil) tem 367 casos positivos do novo coronavírus (Covid-19), dos quais 255 são pacientes já curados.

Especialistas ouvidos pelo LIBERAL apontaram que a circulação do vírus em Americana é lenta. Densidade populacional baixa, isolamento social e até saneamento básico foram fatores apontados para justificar essa afirmação.