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Celebridades

Dias melhores virão

Após uma longa paralisação, Juliana Alves celebra a conclusão dos trabalhos de “Salve-se Quem Puder”

Por Caroline Borges - Tv Press

14 Maio 2021 às 08:38

Juliana ficou conhecida ao participar da terceira edição do “Big Brother Brasil” em 2003 - Foto: Divulgação - Guilherme Lima

O otimismo nunca abandonou Juliana Alves. Ao saber da interrupção das gravações de “Salve-se Quem Puder”, em virtude das medidas de isolamento social por conta da Covid-19, a atriz manteve a certeza de que retornaria aos Estúdios Globo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para finalizar os trabalhos da trama de Daniel Ortiz. Juliana sabia que o avanço da doença pelo Brasil era grave e a incerteza rondava o setor audiovisual, mas nunca perdeu a esperança por dias melhores.

“Eu sempre fui super otimista. Em nenhum momento acreditei que não voltaríamos. No início, inclusive, achava que voltaríamos em, no máximo, dois meses. Não foi assim, mas o retorno mostrou uma tranquilidade e parceria enorme do grupo”, explica a atriz, que vive a venenosa Renatinha em “Salve-se Quem Puder”.

“De qualquer forma, não tem como negar que, em 2020, a humanidade foi chacoalhada. Tantas pessoas que dependem da arte foram desvalorizadas e perderam oportunidade de levar o básico para suas famílias. Claro que a pandemia agravou isso, mas o cenário político já não favorecia ao setor cultural antes. É muito gratificante ter o privilégio de seguir fazendo arte. Novela é um entretenimento poderoso. Apesar do momento de trevas, eu consigo ver esperança também”, completa.

A novela, que já foi inteiramente gravada, retomou os trabalhos em agosto do ano passado. Ao voltar para o “set” de gravação, Juliana se deparou com um universo já conhecido e recheado por álcool gel, máscara e distanciamento social. Além disso, elenco e equipe passavam por constantes rodadas de testagem para o novo coronavírus. Mesmo com tantas mudanças nos protocolos de gravação, Juliana não viu grandes transformações no clima dos estúdios.

“Quando voltamos, todo mundo já tinha familiaridade com álcool gel, máscara e distanciamento. Eu tive a sensação de que, mesmo em meio a uma pandemia, o clima de parceria estava muito bacana. A única coisa que senti falta foi o contato dos ensaios, brincar com o texto antes de gravar. Todo esse aquecimento da cena diminuiu”, aponta.

A personagem Renatinha, que é secretária executiva da Labrador, voltará para a reta final da novela disposta a tudo para afastar Kyra de Rafael, papéis de Vitória Strada e Bruno Ferrari. Ex-namorada do empresário, ela ainda é apaixonada pelo rapaz. Com a suposta morte da decoradora, a vilã tinha esperanças de retomar a relação, mas, nos últimos capítulos da primeira fase, descobre que Kyra está mais viva do que nunca.

“Fiquei pensando em como voltar a viver a Renatinha. Mas foi logo entrar em cena que voltei a entender aquele desejo louco da Renatinha pelo Rafael. Ele é o objeto de desejo dela, que fica bem loucona, fora da casinha por ele”, defende.

Além da volta de “Salve-se Quem Puder”, Juliana também aproveita a reprise de “Ti-Ti-Ti”, do “Vale a Pena Ver de Novo”, em que viveu a ambiciosa Clotilde. A atriz celebra a chance de ver dois trabalhos de períodos diferentes no ar.

“São duas vilãs, que têm em comum serem duas secretárias envolvidas com seus respectivos patrões, mas que são mulheres com histórias e caminhos de vida completamente distintos. Mas, de qualquer maneira, eu acho uma coincidência muito bacana”, afirma.

Ainda curtindo as novelas que estão no vídeo, Juliana espera voltar aos palcos assim que for possível. Desde o ano passado, ela trabalha em uma produção teatral. “Eu e a equipe envolvida interrompemos os encontros presenciais, mas continuamos com conversas virtuais para que possamos encenar quando for possível”, torce.

Contato direto
Através da Clotilde de “Ti-Ti-Ti”, Juliana Alves passou a ter um contato maior com as redes sociais. Durante a exibição original da novela, a atriz começou a interagir com o público na internet. Juliana precisou aprender a conviver com comentários positivos e negativos.

“Lembro que a Clotilde estava quase todos os dias nos Trending Topics do Twitter. Ao mesmo tempo em que eu recebia mensagens de elogios, tinham algumas muito fortes, com palavras negativas. Eu precisei trabalhar isso na minha cabeça e entender que essas mensagens eram para a personagem e não para mim. E em determinado momento eu me diverti bastante com as mensagens. A Clotilde causou bastante (risos)”, afirma.

Na história, Clotilde trabalhava como secretária no ateliê de Jacques Leclair, papel de Alexandre Borges. Ela se fazia de moça de firme caráter, mas praticava diversas armações para fazer o sedutor se apaixonar como nunca antes, deixando Jaqueline, de Claudia Raia, para trás.

“Clotilde foi uma personagem muito desafiadora, totalmente diferente do que eu já tinha feito, uma vilã dissimulada, que passou por fases diferentes, tinha um desenho interessante de se traçar e estudar. Tive a honra e a experiência incrível de trabalhar com Alexandre Borges e Claudia Raia, que foram meus principais grandes parceiros de cena. Aprendi bastante com eles também”, elogia.

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